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INEP, Bissau
Sendo os Arquivos Históricos Nacionais (AHN) da República da Guiné-Bissau, integrados no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), um Arquivo Nacional autónomo, com as suas próprias lógicas de arrumação documental, a disponibilização dos seus conteúdos nesta plataforma online obedece, necessariamente, à própria organização interna dos AHN.
Assim, e não obstante decorrerem ainda trabalhos de digitalização, descrição, indexação e mesmo de investigação acerca dos diferentes fundos documentais ai presentes, a organização digital dos documentos aqui presentes segue um critério simples de divisão ao nível de Fundo e, dentro de cada Fundo, os diferentes critérios de arrumação constam da sua respectiva descrição, sendo naturalmente distintos entre si.
Neste momento, para além das duas séries completas da Revista "Soronda" (dentro das "Publicações"), e de um conjunto de fotografias da Luta de Libertação e da destruição ocorrida no próprio instituto aquando do conflito de 1998/99, destacamos ainda a digitalização integral da colecção fotográfica do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa (CEGP), na qual foi possível recuperar, ainda que parcialmente, a sua organização original.
Os restantes fundos agora disponibilizados (documentos CEGP, Repartição do Gabinete do Governador e Secretaria dos Negócios Indígenas) são trabalhos em curso, podendo ainda passar por diversas reorganizações, à medida que os mesmos forem sendo tratados. Apesar disso, achámos importante disponibilizá-los desde já, não só devido à sua relevância documental, mas igualmente por serem documentos, até agora, de difícil acesso (apenas em Bissau, e com restrições).

Instituição
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, Bissau

Nota biográfica/Institucional
Criado pelo governo da Guiné-Bissau, através do decreto n.º 31/84, de 10 de Novembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) tem como principal atribuição promover a investigação nos domínios da Ciências Sociais e Naturais. Como qualquer instituição, o INEP teve um percurso assinalado por momentos bons e menos bons.
A história do Instituto pode ser divida em dois grandes períodos. O primeiro período, que vai da data da sua criação, em 1984, até à segunda metade da década de 1990, mais concretamente até 1998, ano em que se abateu sobre a Guiné-Bissau, a cidade de Bissau em particular, um conflito militar fratricida que não só causou inúmeras perdas humanas, mas também a destruição de um número avultado de infra-estruturas, cujo impacto continua ainda hoje bem patente no dia a dia da vida dos Guineenses e o segundo, que começa com o conflito militar de 1998 à data presente. O primeiro período foi caracterizado por um desenvolvimento institucional ascendente tendo sido marcado por grandes realizações nos mais variados domínios da intervenção do Instituto (desde as publicações, a organização de colóquios, seminários e conferências).
Durante o conflito militar de 1998 as instalações do INEP foram ocupadas e transformadas numa base militar no decurso de cerca de um ano que durou a guerra. Durante esse período de ocupação das suas instalações o Instituto não só foi alvo de bombardeamentos, mas também de danos provocados pelos próprios elementos do contingente militar em presença. O balanço da ocupação foi muito pesado. Além do desaparecimento da totalidade dos seus equipamentos, mais de 60% dos acervos documentais da única Biblioteca e Arquivo Histórico dignos desse nome no país foram afectados total ou parcialmente.
Assim, o período a partir de 1999 pode ser caracterizado como o de reconstrução e relançamento das actividades do Instituto, uma reconstrução e relançamento, por sua vez, dividida em duas vertentes: uma, de reconstrução das infra-estruturas e outra, de relançamentos das próprias actividades de investigação e divulgação dos seus resultados.
Parte integrante do INEP são os Arquivos Históricos Nacionais (da República da Guiné Bissau), cujas atribuições, definidas por decreto em 1989, englobam ser de sua responsabilidade "toda a documentação produzida durante o periodo colonial".
Assim, estão à guarda dos AHN todos os fundos relativos não só ao governo central da província e suas instituições (incluíndo as diferentes repartições bem como instituições diversas - Tribunais, Hospital, Correios e Telegrafos, Portos, etc.), mas igualmente das diferentes regiões do território (circunscrições civis, postos administrativos). O estado de arrumação/organização destes fundos é variavel. Contudo, de forma faseada mas segura, diferentes fundos tem vindo a ser tratados, com apoio, designadamente, da Fundação Mário Soares.