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Francisco Marcelo Curto
O acervo Marcelo Curto (Francisco Manuel Marcelo Monteiro Curto, 1939-2001) possui documentação que abrange praticamente toda a sua vida profissional e política.
Abarcando um âmbito cronológico que vai de 1957 a 1999, trata-se de um extenso acervo que se encontra ainda em fase de tratamento.
Numa primeira fase, foram já disponibilizados documentos relacionados com a problemática da autogestão na administração das empresas e de organização do trabalho e meios de produção, no pós 25 de Abril de 1974.
É possível consultar documentação relativa à criação do CEAG - Centro de Estudos e Apoio à Autogestão, bem como de congressos, seminários e mesas redondas realizadas em torno do assunto, alguma legislação e ainda contactos com diversas empresas efectuados pela Comissão Parlamentar de Trabalho, na qual Marcelo Curto esteve integrado.
O acervo de Marcelo Curto contém ainda documentação diversa que aguarda futura disponibilização.
Entre esta destaca-se a relativa à oposição ao Estado Novo e uma grande diversidade de recortes de imprensa, e publicações periódicas, com incidência nas temáticas do trabalho e movimentos sindicais, do período antes e pós 25 de Abril.
O fundo contém igualmente documentos de trabalho reunidos por Marcelo Curto enquanto consultor jurídico de diversos sindicatos, e resultantes do seu relacionamento com várias empresas, além de materiais relativos à CGTP e à UGT, das quais fez parte.
Inclui também documentos políticos diversos, nomeadamente produzidos por diversos partidos em épocas de eleições, vária documentação relacionada com actividade parlamentar de Marcelo Curto, com os cargos que desempenhou de Secretário de Estado e Ministro do Trabalho, bem como documentação do PS e da Esquerda Laboral.
Várias das pastas deste acervo dizem respeito ao concelho de Oeiras e à actividade da respectiva Câmara Municipal, onde Marcelo Curto foi vereador.
Cumpre ainda salientar a existência neste espólio de alguma documentação relacionada com a Maçonaria, diversos textos, apontamentos e vários cadernos de poesia da autoria de Marcelo Curto, além de materiais de apoio à preparação de alguns dos livros por este publicados.

Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
Francisco Manuel Marcelo Monteiro Curto nasceu em 1939 em Santa Margarida, concelho de Idanha-a-Nova.
Ainda jovem, cumpriu serviço militar como alferes miliciano em Angola, entre 1961 e 1963, experiência que relatou no livro “Tu não viste nada em Angola”.
Licenciou-se Direito pela Universidade de Lisboa.
Iniciou o seu percurso político em 1969 integrando as listas de candidatos pela CDE.
Em 1973 foi também um dos impulsionadores do III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, ano em que também se viria a tornar num dos fundadores do Partido Socialista.
Ao longo da sua carreira de advogado foi consultor de vários sindicatos, tendo estado ligado à fundação da CGTP em 1970, com a qual viria mais tarde, já depois do 25 de Abril de 1974, a entrar em conflito devido à questão da unicidade sindical. Em 1977 acabou por sair da CGTP para ser um dos co-fundadores da UGT.
Foi deputado entre 1975 e 1987, tendo se destacado como defensor do movimento cooperativo e autogestionário. Ocupou também o cargo de Secretário de Estado do Trabalho no VI Governo Provisório, e, durante o I Governo Constitucional, presidido por Mário Soares, deteve a pasta de Ministro do Trabalho, tendo sido sob a sua égide que foram publicados diplomas como o do direito à greve, quotização sindical e despedimentos por justa causa.
Na década de 1980 integrou a Esquerda Laboral, tendência integrada no Partido Socialista.
Foi igualmente professor universitário e vereador da Câmara Municipal de Oeiras.
Faleceu em 2 de Fevereiro de 2001.

Dimensão
Este fundo é composto por 269 pastas de arquivo, o que perfaz, aproximadamente 23.94 metros lineares.

Estado de Tratamento
Parcialmente tratado.