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Info

Afonso Costa
O acervo de Afonso Costa (Afonso Augusto da Costa, 1871-1937), embora constituindo apenas uma pequena parte do espólio do estadista, ilustra particularmente o período menos conhecido da sua vida – os derradeiros anos da I República e a primeira década dos tempos da Ditadura.
Após individualização e digitalização, a documentação foi indexada e classificada numa base de dados especificamente criada para o acervo. O tipo de documentos, bem como as próprias temáticas por eles abrangidas, foram os princípios orientadores da organização desta base, destacando-se os trabalhos de Afonso Costa nas Conferências de Paz em 1919 e na SDN e a sua actividade de oposição ao Estado Novo, nomeadamente na Frente Popular Portuguesa e na Liga de Defesa da República, durante a década de 1930.
De notar igualmente a presença de um conjunto significativo de correspondência que foi distribuída por três grupos principais. O primeiro, diz respeito às cartas enviadas por Afonso Costa ou por ele recebidas, o qual se encontra organizado cronologicamente. O segundo é referente a um conjunto de correspondência pertencente a Alzira Costa, esposa de Afonso Costa. Por último, foi objecto de destaque a correspondência trocada com Bernardino Machado, devido ao seu particular relevo dentro do acervo e à sua directa articulação com os Documentos Bernardino Machado depositados na Fundação Mário Soares.
As fotografias do acervo foram também alvo de tratamento individualizado e retratam diversos momentos da vida particular e política de Afonso Costa.

Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
Nasceu no concelho de Seia, a 6 de Março de 1871, tendo-se formado em Direito pela Universidade de Coimbra (1894), doutorando-se no ano imediato e concorrendo a lente daquela faculdade, onde ensinou de 1896 a 1903 e de 1908 a 1911. Leccionou ainda na Escola Politécnica - Faculdade de Ciências de Lisboa (1911-1913) e na recém-criada Faculdade de Direito de Lisboa, de que foi director de 1913 a 1915, e ainda no Instituto Superior de Comércio (1915).
Exerceu sempre a advocacia, quer no foro, quer como consultor jurídico, alcançando grande prestígio, nacional e internacional.
Professor universitário, advogado e político republicano, Afonso Costa notabilizou-se ainda durante a monarquia como deputado, pela fluência e veemência dos seus discursos. Considerado um dos maiores oradores do seu tempo e adversário determinado das instituições monárquicas e clericais, exerceu um papel de relevo nos combates políticos que desembocaram na implantação da República, integrando a direcção do Partido Republicano e envolvendo-se em conspirações contra a monarquia e o franquismo, que lhe valeram a prisão em diversas ocasiões.
Implantada a República, Afonso Costa assumiu a pasta da Justiça no Governo Provisório, sendo o autor de legislação fundamental laicista e anti-clerical do novo regime (decreto de expulsão das ordens religiosas, lei de imprensa, lei do divórcio, lei do inquilinato, leis da família e de protecção às crianças, lei do registo civil, lei da separação do Estado e das Igrejas, etc.). Chefe de fila do jacobinismo radical e da facção democrática do Partido Republicano Português, é a figura emblemática da primeira fase do republicanismo, entre 1910 e 1917, presidindo a diversos ministérios e sendo o inspirador de facto de vários outros.
Preso durante o Sidonismo em finais de 1917, quando posto em liberdade, exila-se em França (Abril de 1918). Após o termo da ditadura de Sidónio Pais, chefiou a delegação portuguesa às Conferências de Paz e representou Portugal na Sociedade das Nações e em numerosas conferências internacionais com elas relacionadas, sendo eleito, em 1926, presidente da sua Assembleia-Geral, não mais voltando a exercer qualquer cargo político em Portugal, embora sucessivamente instado a formar governo.
Após a instauração da ditadura militar em 28 de Maio de 1926, Afonso Costa permaneceu em Paris, participando até à sua morte em numerosas tentativas para derrubar a Ditadura e o Estado Novo, integrando, designadamente, os corpos directivos da Liga da Defesa da República (1927-1930) e defendendo, em 1936, a criação de uma Frente Popular que reunisse todas as forças de esquerda.
Morreu exilado em Paris a 11 de Maio de 1937.

Dimensão
Este fundo é composto por 4 pastas de arquivo, o que perfaz, aproximadamente, um total de 0.36 metros lineares.

Estado de Tratamento
Integralmente digitalizado e descrito.