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Info

Ruy Duarte de Carvalho
O fundo Ruy Duarte de Carvalho, depositado na Fundação Mário Soares por seus filhos, Eva e Luhuna de Carvalho, reúne peças de diferentes tipologias, que traduzem assim a sua personalidade multifacetada e as viagens, variedade de residências e de contactos que desenvolveu ao longo da vida.
Numa primeira fase, foram depositadas e pré-inventariadas cerca de 400 peças, contendo obras de arte: esboços e estudos de Ruy Duarte de Carvalho, pintura e desenho sobre papel, técnicas mistas com grafite, tinta-da-china, acrílico e aguarela, e ainda provas fotográficas sobre papel e alucolic. Nesta fase, foram também depositados alguns documentos referentes a exposições dedicadas a Ruy Duarte de Carvalho, assim como ficheiros digitais de vídeo e áudio e outros elementos multimédia de sua autoria ou colecção.
Numa segunda fase foram depositados na Fundação Mário Soares peças de outras tipologias, designadamente documentos, manuscritos, dactilografados e impressos, objectos coleccionados por Ruy Duarte de Carvalho e provas fotográficas, que serão em breve alvo de tratamento.
O Fundo Ruy Duarte de Carvalho reúne assim, numa colecção de peças de tipologias diversas, obras de sua produção ou por si coleccionadas no período entre 1941 e 2010.


Nota biográfica/Institucional
Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010) nasceu em Santarém, Portugal, e naturalizou-se angolano no final da década de 1970. Ruy Duarte de Carvalho começou por publicar poesia, mas ao longo da sua vida teve oportunidade de desenvolver inúmeros interesses artísticos e intelectuais, tendo sido cineasta, antropólogo, escritor, poeta e pintor, exercendo algumas destas atividades em simultâneo.
Passou a infância em Moçâmedes, atual Namibe, Angola, mas formou-se como regente agrícola em Santarém. Regressou a Angola, trabalhando em plantações de café e na criação de carneiros Karaculo. Passou por Maputo, Moçambique, trabalhando numa fábrica de cerveja, e mais tarde por Londres, Inglaterra, onde estudou cinema. Voltou para Angola onde trabalhou na Televisão Popular de Angola e no Instituto de Cinema de Angola, o que o levou a estudar Antropologia na École d´Hautes Études des Sciences Sociales (EHESS), em Paris, França.
Publicou o seu primeiro livro de poesia em Angola, «Chão de Oferta» (1972), ganhando o prémio Motta Veiga de poesia, mas ao longo da sua vida publicou também escritos etnográficos, políticos e literários, em Portugal e no Brasil. «Vou Lá Visitar Pastores» (1999), a sua obra mais etnográfica, foi adaptada para teatro (2004); e a sua ficção literária «Desmedida» (2007), uma narrativa de viagem no rio São Francisco, foi premiada em Portugal.
Assinando como Rui Duarte, desenvolveu a sua carreira cinematográfica principalmente entre 1975 e 1989, tendo também obtido alguns importantes prémios internacionais, principalmente com «Nelisita» (1982), uma etno-ficção realizada com pessoas de origem Ovamwila, populações agro-pastoris do Sudoeste de Angola.
A sua obra foi alvo de uma retrospetiva em 2005, «Dei-me Portanto a um Exaustivo Labor» (CCB, Lisboa, curadoria de José Fernandes Dias), uma homenagem em 2011, «O que não ficou por Dizer» (Chá de Caxinde, Luanda e Lisboa) e, mais recentemente, uma exposição intitulada «Uma Delicada Zona de Compromisso», associada a «Paisagens Efémeras», um ciclo que contemplou também um colóquio, «Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho», realizado em 2015, em Lisboa (Galeria Quadrum, organizado por Buala, plataforma que atua sobre questões pós-coloniais nas áreas da cultura, comunicação, arte e educação - ver http://www.buala.org/pt/ruy-duarte-de-carvalho).


Dimensão
Actualmente com 9 pastas de arquivo, perfaz aproximadamente 0.81 metros lineares.

Estado de Tratamento
Parcialmente digitalizado e classificado.