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Ana, Luís e Pedro Nogueira de Lemos
O presente fundo foi disponibilizado à Fundação Mário Soares pela família Nogueira de Lemos através de Conceição Jordão. É constituído por uma colecção (incompleta) do jornal "O Equador", que se publicou em S. Tomé e Príncipe entre 31 de Julho de 1926 pelo menos até Dezembro de 1927, editado por Hygino J. Assumpção e dirigido por António José Monteiro Filipe e, bem assim, por 189 fotografias e postais relativas àquela então colónia portuguesa, datando também do primeiro quartel do século XX.

Nota biográfica/Institucional
Arnaldo e Eduardo Nogueira de Lemos nascem em Alquerubim (Albergaria-a-Velha) numa família burguesa.
Enquanto Eduardo envereda pela carreira militar, na marinha de guerra portuguesa (onde acompanhou, enquanto capitão de mar e guerra do Adamastor, a guerra sino-japonesa, bem como o nascimento da República Portuguesa), Arnaldo envereda pela medicina, estudando em Coimbra e integra as questões académicas relacionadas com o "enterro do grau".
Ambos deixam a terra de origem, para o então ultramar português. Arnaldo estabelece-se primeiro em Angola, onde exerce medicina na Catumbela por vários anos, mantendo sempre o contacto com o irmão mais velho nas suas deslocações de e para Lisboa, através das paragens efetuadas no Lobito.
Pouco depois da implantação da República, decide estabelecer-se em São Tomé, assumindo a gestão do hospital da Roça Rio do Ouro - a convite do Marquês de Vale Flor - logo alargando a prática clínica a várias outras roças da ilha. O irmão, cansado da vida da Marinha, abandona a carreira, matriculando-se também então em Medicina, na Universidade de Coimbra, onde chegou a ser professor (1911-3). Segue depois para São Tomé onde irá trabalhar conjuntamente com o irmão.
Ambos interessados nas questões da natureza, mantêm contacto com biólogos de Coimbra, auxiliando a recolha e identificação de novas espécies, e sendo mesmo atribuído o epíteto lemosii a um fungo que originava uma moléstia do cacaueiro. Tentam também promover a sua própria exploração, na Roça Rio Vouga - com cujo nome homenageiam as origens, mas a atividade clínica e médica sobrepõem-se e constituem a sua principal ocupação.
Pela notoriedade e reconhecimento local, Eduardo chegou a exercer o cargo de governador-representante (1920 – 1921) num período em que a opinião pública mundial, e em especial a comunidade anglófona, denunciam as más condições de trabalho da população negra. Com a sua atividade clínica e também com este exercício político, procurou alterar as condições de vida daquelas populações, mas durante escasso período, sendo pouco depois substituído.