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Mário Varela Gomes/Fotografias 25 de Abril
O fundo Mário Varela Gomes (n. 1949) é composto de um conjunto de várias dezenas de fotografias relativas aos acontecimentos de 25 de Abril de 1974, e dos dias seguintes, que puseram termo à ditadura que oprimia Portugal há quase meio século.
Mário Varela Gomes, à época finalista do Curso de Arquitectura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, registou vários destes momentos com a sua máquina fotográfica, dos quais se salientam aqueles que se viveram no Largo do Carmo, quando população e militares cercaram o Quartel-General da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Mas as fotografias captadas pela lente de Mário Varela Gomes não se limitaram aos acontecimentos do Largo do Carmo. Ilustram igualmente a adesão generalizada da população de Lisboa, que desobedecendo às ordens para ficar em casa, desceu às ruas, exigindo que naquele dia acontecesse uma verdadeira mudança de regime político em Portugal e não um mero golpe de Estado.
As imagens por ele colhidas registam também as primeiras manifestações exigindo o fim da guerra colonial, o ataque popular às instalações da comissão de censura (ou "exame prévio") e da "Mocidade Portuguesa", no Palácio da Independência, e a multidão que, desde as primeiras horas, cercou as instalações da polícia política, exigindo o seu desmantelamento, e que impediu a sua continuidade.

Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
Mário Varela Gomes nasceu em Lisboa em 1949.
Licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1976, e doutorou-se em Arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, em 2010.
É docente do Departamento de História da FCSH da UNL, membro da Academia da História, Academia Nacional de Belas-Artes e Associação dos Arqueólogos Portugueses, de que é vice-presidente da direcção.
Foi professor do Mestrado em Reabilitação da Arquitectura e Núcleos Urbanos da FA-UTL (1992-95), do Mestrado em Ecological Architecture & Heritage Studies in Biospheric Design, do San Francisco Institute of Architecture (1995) e da Pós-Graduação em Arqueologia e Património da FCSH da UNL.
Foi ainda co-responsável pelos primeiros levantamentos e estudos da arte rupestre de Foz Côa (1995-1998) que conduziram à sua classificação como Património da Humanidade, assessor científico para a Gruta Chauvet (França) e perito junto da Comissão Europeia para o Programa Cultura 2000 (Bruxelas).
Tem publicados mais de duas centenas e meia de estudos, alguns monográficos, dedicados a temas de Arqueologia, História da Arte, Etnologia ou Arquitectura e é co-autor do manual universitário Proto-História de Portugal (Univ. Aberta).
É autor de projectos na áreas do Planeamento, Arquitectura e Musealização, tendo o Museu de Silves (de colab. com M. L. Janeiro) recebido o Prémio de Defesa do Património Cultural (SEC 1992).
Em 2003, recebeu o prémio para a Arqueologia da Academia Portuguesa da História, ano em que também foi distinguido com a medalha de mérito, de prata, pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, pelos trabalhos de musealização ali efectuados.