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Estão disponíveis no portal casacomum.org mais de 31.465 edições completas de variados periódicos (além do Diário de Lisboa, com mais de 30.000 edições – pesquisáveis através de interface específico) existem ainda 1.384 edições completas de periódicos legais e clandestinos), mas essas edições encontram-se espalhadas por inúmeros fundos e tornam-se por vezes difíceis de aceder. Com o objetivo de dar destaque a essas importantes fontes para o estudo da história, dos costumes e da evolução do pensamento ao longo dos tempos, juntamos nesta página um conjunto de links de fácil acesso direto a diversos periódicos, entre os anos de 1921 e 1990.



Diário de Lisboa (abril de 1921 - novembro de 1990)


O Diário de Lisboa, dirigido por Joaquim Manso, iniciou a sua publicação em 1921, tornando-se um dos jornais portugueses de referência no século XX, publicando-se até 1990. A Fundação Mário Soares recebeu da Família Ruella Ramos a coleção desse jornal, tendo decidido proceder à sua digitalização integral, hoje disponível em casacomum.org.
Pode também utilizar um interface especial para navegar por data, aqui.


O Diabo (junho de 1934 - dezembro de 1940)


Fundado em 2 de Junho de 1934, sob a direcção de Artur Inês, foi depois sucessivamente dirigido por João Antunes de Carvalho, Ferreira de Castro, Rodrigues Lapa, Brás Burity, Adolfo Barbosa, Guilherme Morgado e Manuel Campos Lima.
Assumiu-se gradualmente em oposição às doutrinas da revista Presença, dando lugar, nas suas páginas, a autores marxistas e ao crescente movimento neorrealista, sendo encerrado pela censura em 21 de Dezembro de 1940.
A coleção digitalizada foi entregue por Luís Trindade.


Combate (junho de 1974 - fevereiro de 1978)


A criação do jornal Combate deveu-se originariamente a três membros dos Comités Comunistas Revolucionários (CCRs), que resultara de uma cisão ocorrida em 1969 numa organização maoísta, o Comité Marxista-Leninista Português.
"O objectivo era produzir um jornal não-doutrinário que relatasse as ocupações e as experiências de autogestão."
A coleção digitalizada foi entregue por João Bernardo Viegas Soares.


Página Um (maio de 1976 - agosto de 1977)


Página Um "vem a público para defender as conquistas de dois anos de processo revolucionário", diretamente empenhado no apoio à candidatura de Otelo Saraiva de Carvalho à Presidência da República e tendo por base o Partido Revolucionário do Proletariado.
A coleção digitalizada foi entregue por Isabel Lindim.





Revolução (PT) (junho de 1974 - junho de 1977)


Porta-voz do Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias, defendendo a "unidade da esquerda revolucionária"
A coleção digitalizada foi entregue por Isabel Lindim.




Revolução (STP) (agosto de 1975 - julho de 1988)


Órgão do Ministério da Informação, criado após a independência de São Tomé e Príncipe, pretende informar com verdade, formar e esclarecer, sempre fiel aos princípios e à causa fundamental da luta de libertação nacional.
A coleção digitalizada foi depositada temporariamente pelo Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe.




Equador (STP) (agosto de 1926 - dezembro de 1927)


Este semanário representa alguns interesses coloniais da época e inscreve-se nos objetivos políticos da Ditadura Militar instaurada em Portugal a 28 de maio de 1926.
A coleção foi entregue para digitalização por Pedro Nogueira de Lemos.




Libertação (GB/CV) (dezembro de 1960 - dezembro de 1971)


Este jornal, órgão do Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde, dirigido Amílcar Cabral, Luís Cabral, Vasco Cabral e Dulce Almada, por foi publicado sob a palavra de ordem "Unidade e Luta"
A coleção foi entregue para digitalização por Vasco Cabral.






Blufo (GB) (janeiro de 1966 - dezembro de 1970)


O jornal Blufo, órgão dos Pioneiros do Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde, foi editado pela Escola-Piloto criada por esse partido em Conakri.
A coleção foi entregue para digitalização por Luís Cabral.

Revistas de Ideias e Cultura


As revistas constituem fontes primordiais da história cultural e política do século XX. A afirmação e a evolução das correntes doutrinárias de maior relevo, a proclamação e a efectivação dos movimentos literários e artísticos inovadores, a intransigência crítica dos combates cívicos decisivos encontraram na revista o meio adequado para se formularem, publicitarem e conquistarem os espíritos.
Foi em torno de "A Águia", "Alma Nacional", "Nação Portuguesa", "A Sementeira", "Orpheu", "Contemporânea", "Seara Nova", "Presença", "O Diabo", Sol Nascente", "Vértice", "O Tempo e o Modo", "Raiz e Utopia", entre muitas outras revistas, que as correntes de opinião e de gosto que constituíram os trajectos culturais e políticos do século passado encontraram referência e alento, em muitos casos, ao longo de décadas sucessivas.



A Águia (dezembro de 1910 - julho de 1932)


Ao atravessar a Primeira República, A Águia fez e deu a conhecer o ambiente cultural e cívico da segunda e da terceira décadas do século XX português.
A leitura das peças dos quatrocentos e vinte e três autores publicados transfere-nos para o seio dos confrontos doutrinários, das expressões de sensibilidade e das referências culturais da época.


A Sementeira (setembro de 1908 - agosto de 1919)


A Sementeira, editada em Lisboa pelo operário arsenalista Hilário Marques, com o subtítulo «Publicação Mensal Ilustrada — Crítica e Sociologia», publicou-se entre Setembro de 1908 e Agosto de 1919, com uma suspensão entre Março de 1913 e Dezembro de 1915.
Embora não assuma a designação de anarquista, desempenhou um papel essencial na imprensa libertária do princípio do século XX.


A Vida Portuguesa (outubro de 1912 - novembro de 1915)


A Vida Portuguesa, quinzenário de inquérito à vida nacional, publicado entre Outubro de 1912 e Novembro de 1915, apresentou um título genérico mas invulgarmente apropriado, pois ocupou-se, sem tergiversação, das questões tidas por maiores na condição nacional e do programa cívico e prático de ressurgimento colectivo.


Alma Nacional (fevereiro de 1910 - setembro de 1910)


Criada e dirigida por António José de Almeida, a Alma Nacional iniciou a sua publicação a 10 de Fevereiro e terminou a 29 de Setembro de 1910, ao fim de 34 números.
Destinada a servir a propaganda anti-monárquica e a doutrinação republicana, contou com colaborações prestigiadas de intelectuais opositores ao regime monárquico, como Basílio Teles, Guerra Junqueiro, Raúl Proença, Teófilo Braga, Tomás da Fonseca, Leão Magno Azedo, António Ferrão, entre outros.
Reúne-se neste conjunto a colecção completa da revista, sendo cada número precedido de uma informação introdutória com descrição sumária do teor de cada um dos artigos.
Incluem-se, ainda, alguns documentos relacionados com a Alma Nacional, nomeadamente o processo por abuso de liberdade de imprensa que foi movido, pela polícia política, contra António José de Almeida, a propósito do artigo "Hipocrisia real", escrito sob o pseudónimo Álvaro Vaz, com críticas à monarquia espanhola de Afonso XIII.


Atlântida (novembro de 1915 - março de 1920)




Germinal (fevereiro de 1916 - julho de 1917)




Nova Silva (fevereiro de 1907 - abril de 1907)




O Tempo e o Modo (janeiro de 1963 - setembro de 1977)


A I série de O Tempo e o Modo iniciou-se em Janeiro de 1963 e terminou em Maio de 1970, ao fim de 72 números e três Cadernos temáticos. António Alçada Baptista foi o seu director até Janeiro de 1970; João Bénard da Costa foi o chefe de redacção, e dirigiu o último número. Pedro Tamen foi o editor literário da série.
A Nova Série foi apresentada como um projecto pensado e discutido a partir de um grupo de redactores da primeira série da revista, a que se juntaram novos colaboradores. Razões de vária ordem foram apontadas para a demarcação com o passado da revista, admitindo-se que dele só restava o nome, e assim, foi a ideia de ruptura que marcou os primeiros editoriais dirigidos aos leitores. Pretendia-se, não a segunda série de O Tempo e o Modo, mas uma nova série, leia-se uma nova revista.


Sol Nascente (janeiro de 1937 - abril de 1940)


A revista Sol Nascente, Quinzenário de Ciência, Arte e Crítica, surge em 30 de Janeiro 1937, no Porto, fundada por estudantes influenciados pelas ideias libertárias. À frente da sua direcção estavam Carlos F. Barroso, Lobão Vital e J. Soares Lopes.
Até 15 de Abril de 1940, data da publicação do seu 45.º e último número, pelas suas páginas colaboraram diversas individualidades que contribuíram para definir em Portugal as bases ideológicas do neo-realismo.
Reuniu artigos de intelectuais consagrados - com destaque para Abel Salazar – e de escritores como José Régio, Adolfo Casais Monteiro, Hernâni Cidade, Alves Redol, Manuel da Fonseca e Joaquim Namorado, entre muitos outros.