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João Bénard da Costa
O fundo de João Bénard da Costa (João Pedro Bénard da Costa, 1935-2009) é constituído por dois grandes núcleos documentais, respectivamente relativos à revista "O Tempo e o Modo" e às actividades da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura (de notar que, nesta fase, este último núcleo documental encontra-se quase integralmente por digitalizar).
A organização adoptada no tratamento destes documentos foi simples e reflecte, na sua grande maioria, a organização original da documentação: grandes grupos temático-topológicos e, no caso da correspondência, divisão simples por ano.

Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
João Pedro Bénard da Costa (Lisboa, 7 de Fevereiro de 1935 - Lisboa, 21 de Maio de 2009) foi um escritor, professor e intelectual português, sendo a sua faceta pública mais conhecida a da cinefilia.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1959, desde cedo se liga aos círculos oposicionistas católicos (presidiu à Juventude Universitária Católica entre 1957 e 1958), o que lhe valeu o impedimento de lecionar na Universidade, tendo sido professor no Seminário Menor de Almada e no Externato Frei Luís de Sousa, até 1965, e, já em Lisboa, no Liceu Nacional de Camões e no Colégio Moderno.
Em 1963 é um dos fundadores da revista “O Tempo e o Modo”, de que chega a ser diretor, até 1970. Importante publicação que agrega em seu torno, numa primeira fase, uma série de intelectuais católicos críticos do salazarismo, vai-se progressivamente virando à esquerda – ele próprio desvincula-se da igreja católica, em pleno Maio de 1968.
Entre 1966 e 1974 foi secretário executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura. Paralelamente, no início dos anos 70, dirige igualmente o Centro Nacional de Cultura.
A paixão pela sétima arte atravessa todas as fases da sua vida, tendo estado ligado desde cedo ao movimento cineclubista. Colaborador do Centro de Investigação pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian, e mais tarde coordenador do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes, entre 1969 a 1971, acaba por voltar ao ensino, em 1973, mas agora na Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, lecionando História do Cinema, até 1980. Foi então nomeado subdiretor da Cinemateca Portuguesa, vindo a ser seu diretor entre 1991 e 2009.
Paralelamente, sob o pseudónimo de Duarte de Almeida, participa como ator em inúmeros filmes, principalmente do realizador Manoel de Oliveira, desenvolvendo igualmente atividade no campo da escrita, destacando-se diversas monografias sobre realizadores - Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), John Ford (1983), Josef Von Sternberg (1984), Nicholas Ray (1984) e Howard Hawks (1988) – e os livros Musical (1987), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).
Em 1990 foi galardoado com a Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente Mário Soares. Em 1997, Jorge Sampaio, nomeou-o presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades. E em 2001 foi galardoado com o Prémio Pessoa.

Dimensão
39 pastas de arquivo, perfazendo, aproximadamente, 3,5 metros lineares.

Estado de Tratamento
22 pastas digitalizadas e descritas, 17 pastas por digitalizar.