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Info

Jaime de Morais


Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
Jaime Alberto de Castro Morais (1882-1973)
Nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 13 de Julho de 1882. Concluíu o curso de Medicina no Porto (1904). Foi médico e oficial da Armada, onde atingiu o posto de capitão–tenente em 1917. Participou na revolução de 5 de Outubro de 1910.
Entre 1906 e 1910 esteve destacado na divisão naval do Atlântico Sul e, em 1908, na estação naval da Guiné, durante a campanha contra os Biafadas e os Papéis de Bissau.
Desempenhou os cargos de secretário geral do Governo da Província de Angola (Janeiro de 1911 a Fevereiro de 1912), governador do Distrito do Congo (Janeiro de 1914) e governador-geral interino de Angola (1917). Como militar distinguiu-se no comando das campanhas de pacificação e ocupação de território nos distritos do Cuanza e Malanje. Participou na construção do Caminho de Ferro de Ambaca.
Em 1919 combateu, em Chaves, a Monarquia do Norte.
Foi governador-geral da Índia entre 1919 e 1925.
Foi um dos líderes da revolução do 3 de Fevereiro de 1927 no Porto, o que lhe valeu no ano seguinte a demissão da Armada e a deportação para S. Tomé, de onde escapou rumo a Paris.
A proclamação da II República em Espanha levou-o a Madrid onde constituiu, com Jaime Cortesão e Moura Pinto, o grupo revolucionário “Budas”. Subscreveu juntamente com outros exilados, em Novembro de 1936, um Manifesto de solidariedade para com a República espanhola, em plena guerra civil, demarcando-se assim do governo salazarista.
Circulou entre Madrid e Paris em reuniões que precederam a criação da da Frente Popular Portuguesa. Foi repórter do jornal UNIR da Frente de Portugueses Exilados, em Barcelona. Ao mesmo tempo foi contactando com grupos militares e civis revolucionários portugueses. Após a derrota dos republicanos em Espanha (que arrastou consigo o apoio ao plano de invasão de Portugal, conhecido como Plano L), foi internado num campo de concentração espanhol. Conseguiu porém libertar-se e refugiar-se na Bélgica, onde ainda não era procurado pelas autoridades.
Preso em Vilar Formoso (1940) e expulso do território nacional exilou-se no Brasil, onde prosseguiu a campanha contra a ditadura de Salazar.
Faleceu em Niterói, no dia 20 de Dezembro de 1973.