Pasta: 08023.104Título: Entrevista a Leandro Isaac no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Era da UDT, Polícia Militar em 25 / 04 / 75.
No golpe de 11-08-1975, era sargento, aprendeu uma camioneta, assaltou o quartel-general.
Participou no diálogo com o Governador em Lahane.
Acordo para as forças armadas não circularem nas ruas. A ordem da Polícia Militar contra a UDT.
20 / 08: contra golpe. Recuou até Atsabe.
Caiu numa emboscada em Erekina, ficando ferido.
Petição de Anexação: os combatentes não concordaram, preferiam render-se à Fretilin.
Acordo com Kopassus (tropa de elite, dos serviços secretos militares): eles devem fazer guerra com o seu próprio comando. Mas os Kopassus pretendem levar todos juntos.
Assalto a Balibó. Soube-se da declaração unilateral da independência.
A 12-07 entram em Díli, formam o Governo Provisório, e renovam a petição de integração.
Em 1981: juntamente com João Pedro tiveram problemas por apresentarem a Jakarta um relatório sobre o massacre, os presos em Ataúro. Contactam o LBH em Jakarta com Nasution e Lubis. O relatório foi publicado na Holanda. Foi detido juntamente com Chico Dias, e interrogados em Bali.
Presenciou o massacre de 25 pessoas em Suai.
O Primeiro-Ministro Australiano (ex-) foi investigar, encontrou-se com ele no Hotel Resende. Foi pressionado por SGI (será Superintendência da Gestão da Informação). Abandou o DPR (deputado).
Foi a Ainaro, eleito secretário do Bupati, durante 2 anos; regressa a Ermera, depois para Suai. Numa manhã foi acusado de contactar Xanana.
Não participa directamente na rede clandestina, mas manifesta-se contra a Indonésia.
Em 1992: foi preso juntamente com alguns funcionários, e declara-se opositor, organiza a UDT em Díli.
CNRM: não aceita o termo ‘Maubere’. Coordena a UDT para CNRT.
Em Abril de 1999: Aitarak (milícias) assaltou a sua casa. O Bispo ajudou-o a ultrapassar a situação.;
[Tétum: Familia UDT, nia tropa Polisia Militar iha 25 / 04 / 75.
Iha Golpe 11 / 08, nia sargentu, prende camioneta, assalta kuartel general.
Ba dialogo ho Governu iha Lahane.
Akordu para forsa armada la lao iha dalan. Plisia Militar nia orden kontra UDT.
20 / 08: kontra golpe. Rekoa to’o Atsabe.
Monu emboscada Erekina, kanek
Petisaun Anexasaun: combatentes la konkorda, hakarak rende ba Fretilin.
Akordu ho Kopassus: sira atu funu ho comando ida-idak ninian. Maibe Kopassus hakarak lori hotu.
Assalta Balibo. Rona kona ba deklarasaun unilateral ba independensia.
12 / 07 tama fali Dili, forma Governu Provisoriu, Renova petisaun ba integrasaun.
1981: situasaun susar ho Joao Pedro Soares, fo relatorio ba Jakarta kona ba massacres, dadur iha Atauro. Kontaktu ba LBH iha Jakarta ho Nasution ho Lubis. Relatorio sai iha Holanda. Kaer nia ho Chico Dias, interroga iha bali.
Haree massacre ema nain 25 iha Suai.
Primer Ministro Australia (eis-) mai investiga, hasoru nia iha Hotel Resende. Hetan Presaun husi SGI. Sai husi DPR.
Ba Ainaro, sekretariu ba Bupati, tinan 2; fila ba Ermera, depois ba Suai. Dadeer, akusasaun nia kontaktu ho Xanana.
La partisipa directamente iha clandestinidade, maibe deklara kontra Indonesia.
1992: dadur ho funsionarius hamutuk, eklara an hanesan oposisaun, organisa UDT iha Dili.
SNRM: la simu ‘Maubere’. Koordena UDT ba CNRT.
Abril 1999: Aitarak assalta nia uma. Bispo ajuda situasaun.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.104
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Pasta: 08023.034Título: Entrevista a Samba Sembilan no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nascido em Liquiçá, não estudou; guardava búfalos enquanto jovem.
No golpe: foi à montanha, nada assistiu. Recebeu uma espingarda no contra-golpe; Diogo Moniz deu-lhe instruções.
Na invasão: resistiu em Tasi Tolu, separou-se da família. Esteve na linha de fogo de 1975 a 1979.
Como foi a operação de aniquilamento, o povo rende à pressa.
Desenvolvendo infiltração em Dili.
Depois do contacto com Xanana Gusmão desenvolve de novo a resistência, 80 elementos foram para Ponta Leste, 50 ficaram (em Díli).
Conferencia de reestruturação da resistênsia em 1981; problemas surgidos em estabelecer contactos com forças do Centro Sul.
Eleito comandante de Secção em 1982.
Desvia a atenção do inimigo para outro lugar enquanto assaltam Krarás em 1983; e também no levantament de Dare, Ainaro em 1982.
Conflito entre os responsáveis quando foi feita a reestruturação (1984?); dando um croqui ao Oligari, que deu rendimento ao tempo.
A relação mulher-homem no mato, a mulher grávida esconde-se.
Como se recebe o nome em código, quando mataram 9 pessoas em 1982 no assalto a Natarbora.
Sabendo-se da morte de Konis Santana, através da rádio. Estabelece comunicação no mato.
Torna-se 2º comandante da Região de Same; lnão quis, mas Xanana Gusmão obrigou-o através de uma carta.
Relação com Mau Hunu, Mau Hodu.
O processo de acantonamento em depois das votações. Como se inicia a FDTL.;
[Tétum: Moris iha Liquica, la ba escola.. Hein karau wainhira jobem.
Golpe: ba foho, la assiste. Simu kilat depois kontra-golpe; Deoho Moniz fo instruksaun.
Invasaun: resiste iha Tai Tolu, fahe malu ho famiila. Hela iha linha de fogo 1975 to’o 1979.
Oinsa operasaun anikilamentu, povo rende lalais.
Halo infiltrasaun ba Dili.
Oinsa hetan kontaktu ho Xanana Gusmao tempu halo fali resistensia, elementus nain 80 sai ba Ponta Leste, 50 hela.
Oinsa conferensia restrukturasaun resistensia iha 1981; oinsa susar halo kontaktu ho forsa Centro-Sul.
Sai Comandante Seksaun 1982.
Distrai enemigu iha fatin seluk ba assaltu Kraras iha 1983; nomos ba levantamentu Dare Ainaro iha 1982.
Konfliktu entre boot sira wainhira halo fali restrukturasaun (1984?); oinsa nia fo krokil ba Oligari, nebe rende fali tempu neba.
Relasaun feto-mane iha ai-laran, feto subar wainhira isin rua.
Oinsa simu naran kodigu, awinhira oho nain 9 iha 1982 iha assaltu ida iha Natarbora.
Rona Konis Santana mate, liu radio. Forma komunikasaun iha ai-laran.
Sai sedgundu Comandante Reiaun nian iha Same; lakohi, maibe Xanana Guamsao obriga liu surat ida.
Relasaun ho Mau Hunu, Mau Hudu.
Processu Acantonamentu iha Aileu hafoin votasaun. Oinsa FDTL hahu.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.034
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Pasta: 08023.012Título: Entrevista a Mafalda no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte IIAssunto: Só as letras por falta de dinheiro; só o irmão é que prosseguiu. Ela ensinava ABC, estudou em Bobonaro.
Tinha vontade de estudar. Foi a Díli, ficando em casa do Sérgio Lobo, que lhe ensinar a ser enfermeira. As Irmãs ajudaram-na na escola, mentindo que tinha 3ª classe. Foi a Dare até a guerra começar.
Não compreende porque fazem guerra, mas filia-se na UDT. No golpe cozinhava para os golpistas. Depois adere a Fretilin, mas os outros desconfiam dela.
Na invasão escondeu-se numa cova, e cozinhava. Depois de um mês foram atacados pelos indonésios; ela estava doente, não conseguia fugir.
Trabalhou para os indonésios, ensinando na escola de Hatubulico até 1872 (será 1982). foi presa, castigada, viu tudo.
Foi inquerida no Koramil (polícia), sujeita a choques eléctricos, sem comer. No carro até Comarca de Díli; lombrigas na casa de banho.
Foi levada para Ataúro durante uma semana e meia, sem conhecer outros colegas. Ajudada pela Igreja.
Organiza as crianças quando os estrangeiros foram de visita, barrando o caminho para poder falar-lhes.
Regressa depois de dois anos e meio, até Bonuk, não há comida, uns morrem.
Consegue alguma ajuda para o mato. Mário Carrascalão foi visitá-los mas tinham medo de lhe falar. Ele insistiu, e conseguiu ouvir algumas exigências.
Foi a Ma uo, entre tropa de Sumatra que são tolerantes, e tropa de Kalimantan que são irraciveis, que punham granadas entre as ervas. Eles não se davam bem.
Em 1985 regressa a Dare, entra na rede clandestina. Com Tiger Kablaki.
Depois no dia 12 de Novembru foi assaltada a casa dela em Dare, foi presa.
Em 1999: foi presa em Junho, levada para Díli. Como foi a votaçao, depois foi solta, viu queimarem Díli.
Uns colegas saem de barco, estava aterrorizada. Foi de barco até Kupang. Foi de avião a Bali, ficando no interior de uma igreja, regressa a Baucau. As pessoas insultavam os pró-autonomia.;
[Tétum: Kiik escola la iha osan, maun ba deit. Nia hanorin ABC, estuda iha Bobonaro.
Hakarak estuda. Ba Dili hela iha Sergio Lobo nia uma, nebe hanorin nia atu sai enfermeira. Madre sira ajuda ba escola, bosok katak remata 3a klasse. Ba Dare to’o funu.
La komprende funu maibe tama UDT. Tein ba Golpe. Depois timu fali Fretilin maibe ema deskonfia.
Invasaun subar iha rai kuak, tein. Hafoin fulan ida Indonesia ataka; nia moras, labele halai.
Servisu ho Bapak, hanorin fali iha Hatubulico to’o 1872. Kaer nia, castigu, haree saida.
Inkeritu iha Koramil, choque listrik, la han. Iha kareta to’o Comarca Dili; ular nebe sai isin iha sintina laran.
Lori ba Atauro semana ida ho balun, la hatene kolega seluk tan. Misaun Igreja fo ajuda.
Organiza labarik wainhira aviaun malae mai, sira taka dalan atu bele kolia.
Mai fali hafion tinan rua ho balu, to’o Bonuk, la iha hahan, balu mate.
Konsege ajuda ai-laran balu. Mario Carrascalao ba, ema tauk kolia. Nia insiste, konsege exige buat ruma.
Ba Ma uo, entre tentara Sumatra nebe diak, no Tentara Kalimantan nebe susar, tau grenada iha duut laran. Sira haree malu ladiak.
1985 fila ba Dare, tama fali klandestinidade. Ho Tiger Kablaki.
Hafoin 12 novembru assalta fali ninia uma iha Dare, kaer nia.
1999: kaer nia iha Junho, lori to’o Dili. Votasaun oinsa, despois sai, haree Dili sunu.
Kolega sai ro, nia teror. Ba ho ro to’o Kupang. Konsege aviaun to’o Bali, hela iha Igreja nia laran, fila liu Baucau. Ema tolok ‘otonomi’.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.012
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Pasta: 08023.011Título: Entrevista a Mafalda no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte IAssunto: Só as letras por falta de dinheiro; só o irmão é que prosseguiu. Ela ensinava ABC, estudou em Bobonaro.
Tinha vontade de estudar. Foi a Díli, ficando em casa do Sérgio Lobo, que lhe ensinar a ser enfermeira. As Irmãs ajudaram-na na escola, mentindo que tinha 3ª classe. Foi a Dare até a guerra começar.
Não compreende porque fazem guerra, mas filia-se na UDT. No golpe cozinhava para os golpistas. Depois adere a Fretilin, mas os outros desconfiam dela.
Na invasão escondeu-se numa cova, e cozinhava. Depois de um mês foram atacados pelos indonésios; ela estava doente, não conseguia fugir.
Trabalhou para os indonésios, ensinando na escola de Hatubulico até 1872 (será 1982). foi presa, castigada, viu tudo.
Foi inquerida no Koramil (polícia), sujeita a choques eléctricos, sem comer. No carro até Comarca de Díli; lombrigas na casa de banho.
Foi levada para Ataúro durante uma semana e meia, sem conhecer outros colegas. Ajudada pela Igreja.
Organiza as crianças quando os estrangeiros foram de visita, barrando o caminho para poder falar-lhes.
Regressa depois de dois anos e meio, até Bonuk, não há comida, uns morrem.
Consegue alguma ajuda para o mato. Mário Carrascalão foi visitá-los mas tinham medo de lhe falar. Ele insistiu, e conseguiu ouvir algumas exigências.
Foi a Ma uo, entre tropa de Sumatra que são tolerantes, e tropa de Kalimantan que são irraciveis, que punham granadas entre as ervas. Eles não se davam bem.
Em 1985 regressa a Dare, entra na rede clandestina. Com Tiger Kablaki.
Depois no dia 12 de Novembru foi assaltada a casa dela em Dare, foi presa.
Em 1999: foi presa em Junho, levada para Díli. Como foi a votaçao, depois foi solta, viu queimarem Díli.
Uns colegas saem de barco, estava aterrorizada. Foi de barco até Kupang. Foi de avião a Bali, ficando no interior de uma igreja, regressa a Baucau. As pessoas insultavam os pró-autonomia.;
[Tétum: Kiik escola la iha osan, maun ba deit. Nia hanorin ABC, estuda iha Bobonaro.
Hakarak estuda. Ba Dili hela iha Sergio Lobo nia uma, nebe hanorin nia atu sai enfermeira. Madre sira ajuda ba escola, bosok katak remata 3a klasse. Ba Dare to’o funu.
La komprende funu maibe tama UDT. Tein ba Golpe. Depois timu fali Fretilin maibe ema deskonfia.
Invasaun subar iha rai kuak, tein. Hafoin fulan ida Indonesia ataka; nia moras, labele halai.
Servisu ho Bapak, hanorin fali iha Hatubulico to’o 1872. Kaer nia, castigu, haree saida.
Inkeritu iha Koramil, choque listrik, la han. Iha kareta to’o Comarca Dili; ular nebe sai isin iha sintina laran.
Lori ba Atauro semana ida ho balun, la hatene kolega seluk tan. Misaun Igreja fo ajuda.
Organiza labarik wainhira aviaun malae mai, sira taka dalan atu bele kolia.
Mai fali hafion tinan rua ho balu, to’o Bonuk, la iha hahan, balu mate.
Konsege ajuda ai-laran balu. Mario Carrascalao ba, ema tauk kolia. Nia insiste, konsege exige buat ruma.
Ba Ma uo, entre tentara Sumatra nebe diak, no Tentara Kalimantan nebe susar, tau grenada iha duut laran. Sira haree malu ladiak.
1985 fila ba Dare, tama fali klandestinidade. Ho Tiger Kablaki.
Hafoin 12 novembru assalta fali ninia uma iha Dare, kaer nia.
1999: kaer nia iha Junho, lori to’o Dili. Votasaun oinsa, despois sai, haree Dili sunu.
Kolega sai ro, nia teror. Ba ho ro to’o Kupang. Konsege aviaun to’o Bali, hela iha Igreja nia laran, fila liu Baucau. Ema tolok ‘otonomi’.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.011
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Pasta: 08023.101Título: Entrevista a Nug no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nascido em Malang, Indonésia. Conforme informções durante a invasão era voluntário para ajudar Timor. Pedindo informações de lá, diz-se que era mentira. Depois não houve mais notícias.
Na univercidade um colega LBH (Lembaga Bantuan Hukun = Legal Aid Institute) deu-lhe um livro, narrando a razão da invasão.
Informações da Amnistia Internacional. Torna-se activista na Universidade; dando ênfase à ditadura de Suharto.
Sabe do problema de Timor, mas ainda não obteve ligação com timorenses. O 12 de Novembro é importante por várias notícias que circulam, notícias que são conhecidas pelo exterior. Início da ligação com estudantes timorenses. Criação de Fortilos (Fórum Timor Lorosa’e), onde trabalha.
A princípio só sabia da Fretilin, nada sabia da convergência nacionalista.
Sua relação com Renetil, IMPETTU, AST, OJETIL. Trabalhando as informações. Os colegas não dão informações sobre outros.
Estuda e admira a resistência timorense. Compreende que o inimigo são os militares indonésios.
Momento depois da detenção de pessoas do PRD, obtém informações sobre a manifestação. Teve que fugir para se esconder.
Viu como vários activistas timorenses se esquecem da sua luta, para pensar apenas na independência nacional, esquecem-se da libertação do povo. Inicia com os colegas do Instituto Sahe para fortificar mais ainda as actividades.
Timorenses participando nos protestos, os activistas indonésios começam a inteirar-se da situação.
Desejam que o povo de Timor e da Indonésia andem de mãos dadas. Procura apoio para alcançar justiça na Indonésia. Com o intuito de criar condições para a democracia na Indonésia.;
[Tétum: Moris iha Malang. Tempu invasaun notisia fo sai ne’e voluntariu (sukarelawan) nebe ajuda Timor. Husu fali ba apa, hatete ne’e bosok. Depois la iha notisia tan.
Iha univsersidade kolega LBH fo libro ida, foin hetene tanba sa mak halo invasaun.
Informasaun tan husi Amnistia Internasional. Sai aktivista iha Universidade; problema hanesan, ho Suharto nia ukun nebe makaas.
Hatene problema Timor, maibe seidauk iha ligasaun ho Timor oan sira. 12 Novembru importante tanba notisia barak mak hetan, tama fali husi liur deit. Ligasaun ho estudante Timor sira mak hahu. Oinsa hahu Fortilos, servisu iha neba.
Uluk so hatene kona ba Fretilin, la hatene kona ba konvergensia nasional nebe halo.
Oinsa relasaun ho Renetil, IMPETTU, AST, OJETIL. Servisu ho informasaun nebe halo. Kolega seluk subar malu.
Estuda no admira resistensia Timor nian. Komprende enemigu mak hanesan deit, militar Indonesia sira.
Depois momentu kaer ema PRD sira, hetan informasaun kona ba demonstrasaun. Tenki halali subar fali.
Haree aktivista Timor oan sira barak haluha kona ba sira nia luta, hanoin ne’e independensia nasional deit, haluha kona ba libertasaun povo nian. Hahu ho kolega balu seluk grupu Sahe Institute atu bele hametin tan ida ne’e.
Partisipasaun ema Timor iha protesta sira, aktivista Indonesia komesa hatene
Husu Timor ho Indonesia nia povo bele lao hamutuk. Presiza apoio atu bele hetan justisa iha Indonesia nia laran mos. Depende ba ida ne’e atu bele hetan demokrasia iha Indonesia.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.101
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Pasta: 08023.018Título: Entrevista a Domingas Santa Mouzinho no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Não estudou. Com os partidos tornou-se delegada da Fretilin.
O marido e o irmão eram homens de armas. O inimigo entra em Suai, eles foram esconder-se no momte Taroman.
O marido ficou ferido em 1976, procurando medicamento para se curar.
Foi capturado em 1978. tirar-lhes todas as coisas, as mulhere eram violadas.
Não contente com as atitudes dos indonésios, desenvolve a rede clandestina, juntamente com Sesurai. Encontro com as Falintil que frequentam a sua casa, como o comandante Deker ali, organizando a festa de 1998.
A festa de – Ano Novo de 1999 – estavam pessoas de Bobonaro, Ainaro, Zumalai e Suai.
Foram perseguidos por Laksaur, desconfiam da ligação com as Falintil. Eles fugiram para o mato durante 5 meses.
De regresso a Suai. A Unamet e a Comissão de Solidariedade foram a Suai, dando coragem à população. A campanha de CNRT.
Votações; depois fugiram, e mais violências.
Como a TNI, a Polícia, as Milícias atacam a igreja, queimando, destruindo, matando. Vendo o Padre, a população morrerem dentro da igreja, e também dois homens que morreram no Kodim.
Como as milícias levaram a sua sobrinha à força.
Como foram levados para Atambua, reacção dasdmilícias quando souberam da entrada da INTERFET em Suai. Os Padres apanham o barco regressando a Díli.
Situação após o regresso, chegaram ao Estádio de Díli, grande emoção no reencontro com a família.
O que é que os colegas em Jakarta falam da sua sobrinha Juliana que foi levada pelas milícias.;
[Tétum: La ba escola. Tempu partidu sai delegada Fretilin nian.
Lain, maun kaer kilat. Enemigu tama Suai, sira ba subar iha foho Taromau.
Lain kanek iha 1976, buka ai-moruk atu kura.
Kaptura sira 1978. Ema hadau sira nia sasan hotu, viola feto sira.
La kontente ho Indonesia sira nia hahalok, halo klandestinidade fali,hamutuk ho sesurai. Enkontrus ho Falintil sira nebe halao iha ninia uma, hanesan Comandante Deker ba neba, organisa festa 1998.
Festa ne’e – tinan foun, ba 1999 – ema husi Bobonaro, Ainaro, Zumalai, Suai hotu mak ba.
Laksaur persege sira, deskonfia ligasaun ho Falintil. Sira halai ba ai-laran durante fulan 5.
Fila fali mai Suai. Unamet no Dewan Solidaritas ba Suai, fo barani ba populasaun. Campanha CNRT oinsa.
Votasaun; depois komesa halai fali, violensia tan.
Oinsa TNI, Polisia, Milisia ataka ba Igreja, sunu, estraga, oho. Haree Padre mate, ho populasaun iha Igreja nia laran, nomos mane nain rua nebe mate iha Kodim.
Oinsa milisia hadao ninia sobrinha
Oinsa ema lori sira ba Atambua, reaksaun milisia nian wainhira rona InterFET tama fali Suai. Padres sira sai ro fila ba Dili.
Situasaun wainhira mai fali, to’o Estadiu iha Dili, hasoru fali ho familia ho emosaun boot.
Oinsa kolega iha Jakarta kolia kona ba ninia sobrinha Juliana nebe milisia hadao.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.018
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Pasta: 08023.031Título: Entrevista a Pedro da Costa Lelan no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nascido em 1969 em Oecussi. Estudou com a criação dos partidos. Não sosube da invasão porque estava nas montanhas em Oecussi.
Entrou para a instrução primária (SD) em 1976, estuda a língua Indonésia. Trabalha para ganhar dinheiro para a escola. Seu relacionamento com o professor é bom.
Estudou o preparatório (SMP) e entra no secundário (SMA). Não terminou os estudos por falta de dinheiro.
Foi a Díli em 1988. Estudou inglês e entra na UNTIM em 1997.
Acompanha a visita do Papa em 1989, e depois em Lecidere. Foi preso, torturado, andou a procura de outros companheiros. Andam a procura dele porque apedrejaram um PM (polícia militar) até à morte, procuram prendê-lo vivo ou morto. Soltaram-no porque diziam que estava doido.
Em 12 Novembro ficou ferido. A polícia esfaqueou-a. no cemitério viu as pessoas fazerem mal às raparigas. Eles foram levados para o Hospital. O bispo entra e eles são tratados. A ferida não é muito grave, mandaram-no embora.
Período em que desenvolvia a rede clandestina em KTP 5 (RTP é polícia política), e pode fazer estas actividades. Recebe orientações para fazer chegar a Zacarias.
Com CNRT ficou assustado porque antes fazia apenas os trabalhos para CNRM, mas aceitou após explicações dos outros.
No tempo da Unamet era intérprete para os da Unamet. Foi a Comissão de Solidariedade é que o enviou.
A 28 de Agosto de 1999 as milícias queimaram a sede de CNRT, o povo tinha medoi.
Com Unamet foi a Baucau, de barco e de avião regressa a Díli.
Não queimaram casas.
Os que antes nada faziam, agora têm boas condições.;
[Tétum: Moris 1969 iha Oecussi. Escola tempu partidu mosu. Invasaun iha foho iha Oecussi, la hatene.
Tama SD 1976, aprende lian Indonesia. Buka osan rasik atu selu escola. Relasaun ho Profesor diak.
Escola iha SMP, ba fali SMA. La konsege hotu tanba osan laiha.
Ba Dili 1988. Tuir kursus Ingles, tama UNTIM 1997.
Tuir visita Ampapa nian 1989, nomos iha Lesidere depois. Kaer nia, torturas, buka maluk sira seluk. Buka nia tanba tuda mate PM ida, kaer hanoin moris ka mate deit. Sai fali tanba sira dehan bulak.
12 Novembru hetan kanek. Polisia sona ho tudik. Iha rate laran haree ema perkosa feto sira. Sira lori ami ba Hospital. Bispu tama, ami bele hetan kura. Kanek ladun todan, haruka hau sai.
Tempu halo klandestina iha KTP 5, bele halo servisu ho ida ne’e. Simu orientasaun ba hatoo ba Zacarias.
Tempu CNRT mosu hakfodak tanba uluk servisu iha CNRM nia okos deit, maibe simu wainhira ema explika.
Tempu Unamet tama sai hanesan interprete ba sira. Husi Dewan Solidaritas haruka hau.
28 Agosto 1999 milisia sunu kantor CNRT nian, povo tauk fali.
Ho Unamet ba Baucau, ho ro no aviaun mai fali Dili.
La sunu uma.
Ema nebe uluk la halo buat ida agora hetan fatin diak deit.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.031
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Pasta: 08023.023Título: Entrevista a Amadeu Dias no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Com o aparecimento dos partidos ele simpatiza-se com a ASDT. Participou na alfabetização em Aileu. No golpe: ataque de Ermera. Foi castigado.
Na invasão: em Liquiçá. Foge para o mato como comandante Teki.
No mato, foi responsável da saúde até a Base ser destruída em 1977. Organiza recolha de alimentos, etc. Filomeno Paixão como secretário regional.
Comentário sobre o comandante Elepuia nesse tempo.
Foi capturado com uns doentes em 1979; capturado pelo Batalhão 611.
Foi a Baucau; os indonésios puseram-no a tomar conta da saúde das pessoas que iam rendendo.
Em 1984 eleito chefe da educação em Liquiçá. Antes de 1990 organiza demonstração na visita dos Parlamentares Portugueses que iam a Timor. Nome código ‘Koli Hati’, elementos das Falintil entram na vila para a organização.
Sabem que o Consulado Americano iria a Timor; foi descoberto, detido e castigado durante 7 meses.
Em 1998 eleito Secretário Sub-região de Liquiçá.
Sabe-se que as milícias atacam a igreja de Liquiçá. Foge para Hatukesi (será Hatubesi), mas leva tempo para lá chegar.
O comandante Ular fala na rádio, mandando-os para ir a Hatukesi (será Hatubesi).
Em 1999 antes das votações, foi a Macau com o Liurai do tempo português, organizado por Manuel Tilman. Regressou com a presença da Unamet.
Festa, etc. que fazem no acantonamento de Hatukesi (será Hatubesi).
Reflexão sobre a Unidade Nacional, etc.;
[Tétum: Tempu partidu sira mosu, simpatisa ho ASDT. Ba halo alfabetisasaun iha Aileu. Golpe: atake mai husi Ermera. Hetan kastigu.
Invasaun: ihaLiquica. Hali ba foho, ho Comandante Teki.
Iha ai-laran, responjsavel ba saude to’o Base rahun 1977. Organisa hahan, etc. Filomeno Paixao hanesan sekretariu regional.
Komentariu kona ba Comandante Elepuia tempu neba.
Kaer nia ho ema moras iha 1979; Batalhao 611 mak kaer.
Ba Baucau; Bapak sira halo nia toma konta ba ema nebe rende nia saude.
1984 asi chefe edukasaun iha Liquica. Antes 1990 organisa demonstrasaun ba visita Parlamentu Portugues nian nebe mai. Naran kodigu ‘Koli Hati’, ema Falintil nebe tama vila atu organisa.
Rona Konsuladu Amerika nian atu mai; atu ba neba, ema deskobre, kaer, kastigu fulan 7.
1998 sai Sekretariu Sub-regiaun iha Liquica.
Rona milisia ataka ba Igreja Liquica. Halai ba Hatukesi, maibe lori tempu atu to’o neba.
Comandante Ular kolia ho radio, haruka sira ba hatukesi.
1999 ante votasaun, ba Macau ho Liurai tempu Portugues sira, nebe Manuel Tilman mak organisa. Mai fali tempu Unamet tiha ona.
Festa, etc. nebe halao iha acantonamentu Hatukesi nian.
Refleksaun kona ba Unidade Nasional, etc.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
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Pasta: 08023.036Título: Entrevista a Bi Barani no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Aquando da invasão era ainda criança.
Depois rendeu-se com o tio, soube que este foi morto. Permanece em Soibada, sem poder sair.
O irmão entra narede clandestina, manda-a fazer o comer.
O irmão foi chamado para as Falintil; por descuido quase o descobrem. Em 92, foi preso, eles não sabiam.
Ela foi a horta, foi cercada pelas Falintil, perguntaram se ela precisava de ajuda ou não. Receberam-na no início do ano 93.
Os irmãos e primos em casa enviam-lhes caixas. Quase ia ser descoberta pelos indonésios, conseguiu escapar-se.
Em 93 foi eleita como Nurep.
Organiza as crianças como informadores (Intel) sobre os indonésios. Leva alimentos nos recipientes dos porcos, etc.
Detalhe sobre o modo como escondiam as Falintil, como Sabika, Lu lo, etc.
Encontro e implementa actividades com o grupo de L7. enterro de um das Falintil morto.
Em 1998 vai para as montanhas, com o Comandante Samba, Biloi Mali; os comandantes zangaram-se porque com o seu erro, quase iam ser capturados pelo inimigo.
Perfil de Sabika.
Qual era a relação entre as mulheres e os homens nas montanhas: como irmãos.
Como era o cantacto com as pessoas da rede clandestina na vila.
Encontrar responsabilidade num Arquivo como Nurep.
Socialização para entrar no CNRT. Instrução da parte das Falintil.
Em 1999: vigiando os indonésios. Algumas palavras sobre o acantonamento de Uaimori.
Resumo de como as Falintil entraram no Salão de 1987 até 1999.
Consentração e depois votação em Remexio, Aileu.;
[Tétum: Tempu invasaun sei kiik.
Husi ai-laran, rrende fali ho tiu, rona oho nia. Hela iha Soibada, labele sai.
Maun tama clandestinidade, haruka nia tein.
Maun bolu fali Falintil; sala, perigu atu deskobre. Iha 92, kaer maun, sira la hatene.
Nia ba to’os, Falintil sira halehu, hsu hakarak ajuda ka lae? Simu, hahu tinan 93.
Aliin, prima husi uma laran halao caisxa. Bapak sira atu deskobre, halai subar.
93 foti nia hanesan Nurep.
Forma labarik hanesan Intel Bapak nian. Oinsa lori hahan, usa fahi nia hahn fatin, etc.
Detalhes kona ba oinsa subar Falintil sira, hanesan Sabika, Lu lo, etc.
Hasoru no halao servisu ho L7 sira. Oinsa hakoi Falintil ida nebe mate.
1998 sai ba ai-laran, ho Comandante Samba, Biloi Mali, Comandantes sira siak nia tanba sala, besik atu rahun ree sira nian.
Carakteristika Sabika nian.
Oinsa relasaun feto ho mane iha ai-laran: hanesan maun-aliin.
Oinsa hakbesik ba ema iha vila ba clandestinidade.
Hetan responsibilidade ba Arkivo hanesan Nurep.
Sosialisasaun atu tama CNRT. Instruksaun husi Falintil sira.
1999: vigilansia Bapak sira nian. Oituan kona ba akantonamentu Wai Mori nian.
Resumen ionsa Falintil sira tama Salao 1987 to’o 1999.
Konsentrasaun hafoin votasaun iha Remexio, Aileu.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
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Pasta: 08023.082Título: Entrevista a Silvino Gomes no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nascido em Bibileo, Vikeke, não estudou.
Golpe: nunca assistiu as campanhas, mas o liurai obrigou-o a entrar na UDT.
Festa na recepção do Presidente da Fretiln, Xavier Amaral, em Bibileo.
Restou o paiol, o inimigo em batida; mudança para Kraukrui, na montanha.
Vê a Fretilin prender o Xavier Amaral, acusado de traição. Foram também presos quatro indonésios.
Vê a Fretiiln matar o Bonifácio como traidor.
Foge para Natar-Bora. Rendeu em 1979.
Viu forças renderem, entregando armas ao Kodim.
O inimigo deu 8 armas ao Ratih, viu o inimigo matar o Ratih.
Recolheu dois mortos em Krarás, o inimigo captura o irmão (mais velho) e uma irmã.
Ular foi ao Kodim, falando sobre os mortos.
Procurando o cadáver dos companheiros naribeira.
O Contacto da Paz: viu o inimigo transportar arroz e TB (??) para as Falintil; o militar de nome Gatot é que fez este contacto.
O comandante Ular organizando estratégias no mato, eles ataram e prenderam o Ratih para ganhar confiança dos indonésios.
O levantamento de Krarás. Vendo o inimigo morrer.
O povo fugiu para o mato, acompanhou as Falintil. Ele ficou, viu o inimigo queimar casas, matar pessoas.;
[Tétum: Moris iha Bibileu, la escola.
Golpe: nunca tuir campanha maibe liurai haruka tama UDT.
Presidente Fretiln Xavier do Amaral ba Bibileu, festa.
Hela Paiol, enemigu halo batida; muda ba Kraukrui, ba foho.
Haree ema kaer Xavier do Amaral, bolu traidor. Dadur mos Indonesia nain haat tempu neba.
Haree Fretiiln oho Bonifacio tanba traidor.
Halai to’o Natarbora. Rende 1979.
Haree forsa rende, lori kilat ba Kodim.
Enemigu fo kilat lolon 8 ba Ratih, haree enemigu oho ratih.
Foti mate tua iha Draras, enemigu kaer maun sira ho feton.
Ular ba Kodim, kolia kona ba ema nebe mate.
Buka tuir maluk nia mate isin iha mota laran.
Kontak Dame: haree enemigu tula fo’os ho TB ba Falintil; TNI naran Gatot halo kontaktu neba.
Comandante Ular organisa estrategia ho ai-laran, sira futu no kaer Ratih atu Indonesia fo konfiansa tan ba nia.
Levantamento Kraras. Haree enemigu mate.
Povo halai sae ba ai-laran, tuir Falintil sira. Nia hela, haree enemigu sunu uma, oho ema.
Feliciano dos Anjos
Oinsa Nanggala sira tuir populasaun nebe halai.
Sira nebe mate: identifika deit mak Armando nia rate, seluk lae.
Silvino Gomes fali...
Enemigu buka tuir populasaun nebe halai.
Oinsa enemigu oho ema hafoin Kraras, koa sira nia tilun.
Refleksaun ba votasaun.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
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