Pasta: 08023.151Título: Entrevista a Funu Fanu no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: De nome cristão Bendito.
No golpe, contra-golpe era ainda pequeno, em Los Palos. Entrou para as milícias em 1976.
Os pára-quedistas descem na invasão, bombardeamento, etc. ele foi para o mato.
Formação de quadros políticos. Como foi feita a barreira a produção.
O comandante Mário Sousa garante a segurança. Como formam a organização da OPJT, ele fez parte, seguindo um curso. Preparando a horta, etc. Curso sobre polític, etc.
A família rende, ele permaneceu no mato.
Foi ao Conselho Democrático Revolucionário (CDR), onde se pode fazer críticas, falar, etc.
Evaquando aos poucos até Matebian.
A família é capturada quando ia render-se: não sabe se morreram ou está viva nessa altura.
Como foi a fuga para Matebian, até estabelecer de novo ligação com Mehara. O papel do Adjunto Mau Redis. Formando SERNAKS (?).
Conferência nacional realizada na Zona Central.
Campanha do inimigo para o aniquilamentu na Ponta Leste.
Eleito assistente político, ligação com o Major Gatok.
Plano do levantamento em 1983.
Sobre o Batalhão 327 que é fortemente contra eles.
Xanana Gusmão, levando câmera para fazer filmagem.
Encontro em Iliomar em 1993, onde colocou o seu comandante Aluk.
Entrada da Unamet: distribuição pelos acantonamentos; ele e Lere. Ele foi para Díli 25-04-1999. Dificuldades na campanha de autonomia.
Distribuindo por outros lugares: ele foi para a localidade onde as milícias mataram umas freiras. Ele ficou a comandar a zona.
A Base de Apoio de Matebian em 1978: aniquilamento, onde viu ser mortos uns chefes.
Narrando como foi o encontro entre D. Martinho e Xanana Gusmão.
Comentários sobre o processo: início do Partido Marxista-Leninista Fretilin, depois CNRM, CNRT.
Primeiro grande assalto em Iliomar em 1986.
Pensando na captura de Xanana Gusmão em 1992.;
[Tétum: Naran sarani Bendito.
Tempu Golpe, Kontra-Golpe kiik, iha Los Palos. Tama milisi iha 1976.
Oinsa paracaidista tun iha invasaun, bombardeamentu, etc. Nia ba ai-laran.
Formasaun quadro politiku. Ionsa halo bareira, produksaun.
Comandante Mario Sousa halo seguransa iha neba. Oinsa forma organisasaun juventude OPJT, nia hola parte, tuir kursus. Organisa to’os, etc. Kursus kona ba politika, etc.
Familia sira rende, nia hela iha ai-laran.
Ba Conselho Demokratiku Revolusionario (CDR), iha nebe bele halo kritika, kolia, etc.
Evakua neneik to’o Matebian.
Kaptura ninia famlia wainhira rende: la hatene sira mate ka moris tempu neba.
Oinsa halai husi Matebian, to’o establese fali ligasaun to’o Mehara. Adjunto Mau Redis nia papel. Forma SERNAKS (?).
Conferensia nasional nebe halao iha Zona Central.
Campanha enemigu nian ba anikilamentu iha Ponta Leste.
Sai assistente politiku, ligasaun ho Major Gatok.
Poinsa planu levantamentu iha 1983.
Kona ba Batalyon 327 nebe kontra sira makaas.
Xanana Gusmao, lori camera, oinsa halo filmagem.
Enkontru iha Iliomar iha 1993, iha nebe koloka nia ho Comandante Aluk.
Unamet tama: fahe ba akantonamentu; nia ho Lere. Nia ba Dili 25 / 04 / 1999. Susar ba komapanha otonomi nian.
Fahe ba fatin sira seluk: nia ba fatin iha nebe milisia oho madre sira. Nia comando iha neba.
Oinsa Base Apoio Matebian 1978: anikilamentu, ha nebe oho ulun sira.
Konta ooinsa rona kona ba Dom Martinho noa Xanana Gusmao.
Komentariu kona ba processu: Hahu Partidu Marxista Leninista Fretilin, depois CNRM, CNRT.
Primer assaltu boot iha Iliomar iha 1986.
Oinsa hanoin wainhira kaer Xanana Gusmao iha 1992.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.151
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Pasta: 08023.056Título: Entrevista a Dinis Ximenes no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Filho único. Não terminou o curso por falta de dinheiro. Fez tropa no exército português.
Com a formação dos partidos, ainda na tropa filiou-se na Fretilin. Como a UDT implementava a sua política.
Com o contra-golpe, foi para Maliana e houve tiroteios com os indonésios.
Foi comandante em Kablaki, falta de alimentos, andou aos tiros. Como Kablaki foi tomado.
Levantamento em Los Palos, Vikeke e Ainaro
Em Ainaro muita gente foi morta. Na Rua Jakarta II os mortos são abandonados na margem da rua.
Em 1999, foi o tempo das milícias. Destruição de muita coisa.;
[Tétum: Moris, oan mesak. Escola la hotu tanba osan la to’o. Tam tropa.
Partidu mosu. Tropa tama ba Fretilin. Oinsa UDT esforsa sira nia politika.
Tama fali ba kontra-golpe. Ba Maliana, tiru malu neba.
Comandante iha Kablaki, susar han, tiru malu. Oinsa Kablaki rahun.
Levantamentu: iha Los Palos, Viqueque, Ainaro
Oho barak iha Ainaro neba. Iha dalan indonesia balu Jakarta Kedua, soe ema neba.
1999, tempu milisia. Estraga buat hotu.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.056
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Pasta: 08023.022Título: Entrevista a Augusto Jorge no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nascido em Bazartete em 1953. Tem 4ª classe do ensino português.
No golpe e contra-golpe pegou em armas em Tibar até invasão. Com a chega do inimigo em 1976, recuou para Bazartete, resistindo com o Comandante Ernesto. Coloca minas, roubando coisas, etc.
Assalto a Marabia em 1980 com Sakodi e Nahak. Como organiza, ficando em casa de Maria Fátima. Como acordar os indonésios, dando-lhes tiro; escondendo-se em Madabeno, levando a população para se esconder.
Foi a ponta leste para a reorganização.
Foi até Aitana (monte de Lacluta onde teve lugar operação para captura de Xanana, e Xanana foi dado como morto, 1981). Encontra-se com Xanana em 1980 em Motaclou. Regressa para a fronteira norte, e tiroteios com o inimigo.
Ensina os outros para saberem escrever, eleito Adjunto.
Capturado em 1980 porque estava ferido. Foi levado de helicóptero para Díli, sujeito a inquérito no alto de um monte, torturado até ficar surdo.
Atiraram sobre ele com metralhadora, conseguiu fugir, deram-lhe tiros atrás mas não o atingiram: 15 minutos.
Trabalhou na rede clandestina em 1999.;
[Tétum: Moris iha Bazartete 1953. 4a klasse tempu Portugues.
Golpe, kontra-golpe kaer kilat iha Tibar to’o invasaun. Enemigu tama iha 1976, rekoa ba Bazartete, resiste ho Comandante Ernesto. Monta minas, kaptura sasan, etc.
Assaltu Marabia 1980 ho Sakodi no Nhak. Oinsa organisa, hela iha maria Fatima nia uma. Oinsa fanu Bapak sira, tiru fali; subar iha Madabeno, lori populasaun atu subar mos.
Ba Lorosa’e atu reorganisa.
Ba to’o Ai-tanan. Hasoru Xanana iha 1980 iha Motaclo. Fila mai fronteira norte, tiru malu fali.
Hanorin malu atu hakerek, sai hanesan Adjunto
Kapturadu 1980 tanba kanek. Sai helikopteru mai Dili, inkeritu iha foho leten, tortura to’o sai deuk.
Tiru ba nia ho ametralhadora, halai halai, tiru nia maibe la mate: 15 minutus.
Hala’o klandestinidade 1999.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.022
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Pasta: 08023.097Título: Entrevista a Fernando "Lasama" de Araújo no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Nasceu em Ainaro em 1963. Estudou até 1975.
Em 1985 foi estudar para Bali, ingressando na Universidade.
De fácil eloquência, a 20 de Julho em 1988, juntamente com 10 companheiros cria a RENETIL, Foi eleito secretário-geral.
Explica a ideologia e objectivos da RENETIL.
Em 1991 regressa a Timor para se encontrar com Xanana Gusmão.
Em 1990, com Lukas, Constâncio Pinto, e outros companheiros de luta, levam a cabo a operação ‘Tuba Rai Metin’: organizam o encontro entre o jornalista Robert Domm e Xanana. Gusmão.
Participa na manifestação de 12 de Novembro de 1991; fala da brutalidade das forças inimigas sobre os jovens.
Gravemente ferido, foi levado para o hospital, estava totalmente ensanguentado.
Fala do seu julgamento em Dili; condenado, cumprir pena na a cadeia de Cipinang.
Explica como foi o encontro com Xanana Gusmão na cadeia; ainda que preso continuava a estabelecer contactos para solidificar a rede clandestina.
Em 1999 sai da cadeia e vai para a Japão.;
[Tétum: Moris Ainaro 1963. Escola to’o 1975.
1985 ba escola iha Bali, tama Universidade. Fasil atu kolia no 1988 sira balun hamutuk nain 10 forma Renetil, 20 Julho. Nia sai Sekretariu Geral.
1988 fo sai dokumentus ba David Alex, ikus simu surat husi Xanana Gusmao.
Ideologia / Objektivu Renetil saida deit.
1991 mai Timor hasoru ho Xanana Gusmao. Organisa, ho Constancio Pinto. Hetan radio komunikasaun fo ba Xanana, nia hakuak tanis fali.
1990 ho Dr Lukas, Constancio, sira seluk tan forma operasaun Tuba Rai Metin atu lori jornalista malae ida mai tama Timor hasoru primeira vez ho Xanana. Jornalista naran Robert Domm.
12 Novembru ema telefone mai kona ba jovem nebe mate. Deside atu halo demonstrasaun. Enemigu kaer hotu, kaer nia, inkeritu.
Nia moras boot, lori ba hospital, foer raan hotu.
Julgamentu, hetan kastigu, lori to’o kadeia Cipinang. Kolega sira mai visita, hola papel iha Renetil nafatin. Aman mos fo koragem nafatin.
Oinsa hasoru Xanana Gusmao iha kadeia nia laran, halao klandestinidade nafatin.
Oinsa hahu estrategia atu bele konsiensalisa ema Indonesia kona ba funu iha Timor.
1999 sai husi kadeia ba Japaun. Todan tanba kolega barak mate iha violensia 1999 nian.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.097
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Pasta: 08023.112Título: Entrevista a Dulce Vitor e Maria da Silva no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Dulce Vitor:
Entrou para a OPMT (Organização Popular da Mulher Timor) em Baukau, aquando da criação dos partidos políticos em Timor-Leste. Soube da invasão através da rádio.
Diz que os líderes da FRETILIN capturados pelo inimigo ficavam presos no Hotel Flamboyan. O pai esteve preso três semanas.
Viu sete pessoas morrerem na cadeia de Baukau e as FALINTIL ripostarem ao inimigo.
Traça um retrato da vida no mato e explica a sua adesão ao núcleo da OPMT.
Viu a FRETILIN capturar 5 elementos do TNI.
A situação crítica no mato leva a que se renda com a família.
É presa em Baukau, juntamente com Bi Lear e a filha Abi.
Os TNI não deixavam Bi Lear ver a filha, mudaram o nome da filha, mais a Abi não aceitou. Souberam que Bi Lear foi morta.
Como saiu da cadeia.
Depois, foi ensinar para uma escola da Missão de Manatuto, houve um assalto da TNI. Pressão por não ter retirado a bandeira Mera Putih da escola.
Activista da rede clandestina em 1995. Escondendo o marido.
Trabalha no ETADEP. Com o cargo de sub-secretário da Região Autónoma. Fazia recolhas e enviava as coisas para o manto.
Entrada da UNAMET: o marido trabalha com eles. Resultado das votações: foge para Baucau, o marido foge com a UNAMETpara a Austrália.
A INTERFET entra em Baukau. Participou no primeiro encontro com Xanana Gusmão em Remexio.
Reflexão sobre a luta, reconhecimento do sofrimento.
Maria da Silva:
Nascida em Díli. No dia invasão estava em Audi’an, Díli.
Viu muita gente morrer.
Em 1976 trabalhava na rede clandestina com Maria Goreti, através da estafeta Martinha Kakorok Boot, natural de Ermera.
Foi detida e presa.
Narra o sofrimento das pessoas; viu muitas mortes.
Esteve presa com muitas mulheres: Elda Saldanha, Maria Alves, Maria Montalvão.
Presas juntamente com as crianças com quem viviam, como a criança Miza Alves.
Ajuda da igreja, defendendo-as.
As mulheres são violadas dentro da cadeia. Obrigadas a dormirem com elementos dos TNI; ela saiu com um filho.
Depois de ter sido libertada, foi de novo detida por causa do assalto de Marabia.
Finge namorar com o inimigo a fim de obter informações.
Contactando Matan Ruak, envia coisas para o mato até 1999.
Elementos da polícia, tropa, funcionários ajudam-na a implementar a rede clandestina.
Depois das votações ficou em casa.
Reflexão sobre como cuidar e reconhecer os ex-presos.;
[Tétum: Dulce Vitor:
Tama OPMT iha Baucau tempu partidu sira. Rona invasaun husi radio.
Indonesia tama, paracaidista, tiru husi ro.
Enemigu kaer lider Fretiiln, hatama ba kadeia iha Hotel Flamboyan. Aman dadur semana tolu.
TNI hariis molik iha vila laran, populasaun la gosta.
Haree ema nain hitu mate iha kadeia.
Nia haree Falintil adun reage iha Baucau.
Populasaun komesa halai fali tanba hahalok Indonesia nian.
Oinsa moris iha ai-laran. Problema deskonfiansa. Tama nucleo OPMT, halao servisu.
Haree Fretilin captura TNI nain 5.
Situasaun apertada iha ai-laran, rende ho familia. Dadur fali iha Baucau hamutuk ho Bi Lear nia oan feto Abi.
TNI la fo BiLear haree ninia oan, troka nia oan nia naran, maibe Abi la simu. Rona, hatene sira oho BiLear.
Oinsa sai fali husi kadeia.
Depois, hanorin fali iha escola Misaun Manatuto, hetan assaltu husi TNI.Presaun tanba la hasai bandeira Mera Putih iha escola.
Halo klandestinidade 1995. Subar ba lain.
Servisu iha Etadep. Sai hanesan sub-sekretariu Regiaun Autonoma. Halo cobransa, haruka sasan ba ai-laran.
Unamet tama: lain servisu ho sira. Resultadu votasaun: halai ba Baucau, lain refugiadu ho Unamet ba Australia. Kolega haree nia iha televisaun.
InterFET tama Baucau. Nia ba tuir primeiru enkontru ho Xanana Gusmao iha Remexio.
Refleksaun ba luta, rekonyesimentu ba terus.
Maria da Silva:
Moris iha Dili. Invasaun iha neba, Audian.
Haree ema mate barak, no sunu.
1976 halao klandestinidade ho Maria Gorete, usa estafeta Martinha Kakorok Boot, ema Ermera.
Kaer, kadeia. Konta ema nia terus neba, lori sai ema ba oho. Tama kadeia hamutuk ho feto maluk barak: Elda Saldanha, maria Alves, Maria Montarvão.
Dadur hamutuk ho labarik sira nebe tuir sira nia inan, hanesan labarik Miza Alves.
Igreja fo tulun, defende.
Violasaun iha kadeia nia laran ba feto sira. Obriga atu hola TNI sira; nia sai ho oan ida.
Sai tiha husi kadeia, ema kaer hikas tanba assaltu Marabia.
Finge namora ho enemigu atu bele hetan informasaun.
Kontaktu ho Matan Ruak, haruka sasan ba ai-laran to’o 1999.
Polisia, tentara, funsionarios ajuda nia halao klandestinidade.
Depois votasaun hela iha uma deit.
Refleksaun kona ba oinsa tau matan no rekonyesimentu ba eis-dadur sira.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.112
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Pasta: 08023.075Título: Entrevista a Ular no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Durante o contra-golpe foi capturado, quando fugia para a fronteira.
Adere ao Movimento das Forças Armadas porque viu que a companhia de Bobonaro se mantém neutra.
Foi colocado em Atus, Bobonaro, para organizar a resistência contra os indonésios.
Já durante a invasão, retira-se da fronteira com a população para Lour, razão pela qual deixou a companhia de Bobonaro e regressa a Vikeke. Encontra-se com a família.
Foi eleito Comandante de Zona depois da reestruturação em 1976, em Soibada. À data, refere, a acção militar das FALINTIL estava descoordenada.
Refere a criação da Brigada de Choque, depois da reunião de Laline, e o aniquilamento do inimigo. Sustenta que as FALINTIL fracassaram por falta de planeamento.
Conferência de Uerou, onde Vicente Reis Sahe e Mau Lear dão a orientação de rendição às populações.
Morte de Sahe; a Adjunta Wewe, mulher de Sahe, escreve aos guerrilheiros dando sempre coragem.
Encontra-se com Juvenal Inácio, transmitindo informação e esperança a Serakey.
Rendição a Abril de 1979, com 76 armas e populações.
Fome na Base de Apoio.
Explica passou a integrar os Ratih (elementos da população timorense treinados e armados pelos militares indonésios) e refere a criação das MIPLIN (Milícia Popular de Libertação Nacional). O comandante Falur organiza os Hansip (Segurança Civil; timorenses Armados e treinados por Jakarta)
Reflexão sobre o objectivo do levantamento de Krarás e evolução das FALINTIL.
Reunião de ‘Bé Liurai’, em 1984, tendo em vista a unidade Nacional.
Relação com as mulheres no mato.
Comentário sobre a captura de Xanana Gusmão, e a morte de Alex David.
Em 1998 movimentou-se para a Região 4.;
[Tétum: Tempu Kontra-Golpe: kapturadu wainhira halai to’o fronteira. Adere fali ba Movimento das Forças Armadas tanba haree ompanhia Bobonaro hanesan neutral.
Kolokadu iha Atus Bobonaro hodi halo resistensia kontar Bapak sira.
Invasaun, retira husi fronteira ho populasaun ba Lour.
Rasaun sai husi companhia Bobonaro nian, fila ba Viqueque. Hasoru fali ho famlia.
Regionalismo hanesan tendensia iha Falintil; ne’e hamosu konfliktu balun.
Sai Comandante da Zona hafoin restrukturasaun iha 1976 iha Soibada.
Aksaun militar maibe laiha orientasaun. Infiltrasaun ba Base de Apoo nebe makaas iha 1977. Taka dalan ba imimigo nebe sai husi WaiMori. Anikila enemigu, populasaun mos kaer.
Criasaun Brigada de Choque hafoin reuniaun Laline. Anikilamentu hhusi enemigu. Falitnil fracasso tanba laiha palneamentu.
Konferesia Werou iha nebe Vicente Reis Sahe no Mau Lear kolia ba populasaun atu ba rende.
Sahe mate: Adjunta Wewe sahe nia feen hakerek, fo koragem nafatin.
Hasoru malu ho Juvenal Inacio, traansmite informasaun no esperansa ba SeraKey.
Rende Abril 1979 ho 76 armas ho popuasaun.
Hamlaha iha Base de Apoio.
Oinsa tama Ratih (forsa Indoensia nian)
Harii Miplin – Milisia Popular da Libertasaun. Comandante Falur organisa Hansip sira.
Objektivu levantamentu iha Kraras no fatin seluk tan.
Refleksaun ba levantamentu ne’e. Oinsa rekonsiliasaun bele lao hafoin ne’e.
Komentariu kona ba evolusaun Falintil uluk no iha 1984.
Reuniaun Be Liurai ba Unidade nasional iha 1984.
Relasaun ho feto sira iha ai-laran.
Komentariu kona ba captura Xanana Gusmao, lakon Dai Tula.
1998: ba Regiaun 4. Difikuldades ba juventude iha neba. Oinsa hanorin ba sira.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.075
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Pasta: 08023.081Título: Entrevista a Maria Filomeno Amaral no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Não andou na escola; nascida em Bibileo.
O liurai obriga-a a entrar na UDT. Nada soube do golpe, contra-golpe.
Na invasão fugiu e permaneceu no mato durate três anos. Lacluta, Natar-Bora.
Como desceu das montanhas, vida em Krarás. Só homens é que faziam contactos com o mato.
As Falintil entram na vila: sabe-se da Encontro de paz.
Cinco dias antes do levantamento de 1983, já as pessoas sabiam.
Como entraram as forças. Os homens estavam a jogar a bola, etc. Deu-se um tiro como sinal, todos se assustaram. O Ular atirou sobre os indonésios.
De manhã um indonésio ainda estava vivo, conseguiu fugir.
07-09 os indonésios reentraram, a população foge, uns regressaram após 5 dias.
Transferiram-se para Lalerek Mutin, mandaram trabalhar. Sabe-se que mataram pessoas em Krarás. Mulheres e homens trabalhavam separadamente.
Fugiu para o mato com o marido.
Em 1996 o marido zangaou-se com Mau Kiak, bateu-lhe, caiu e morreu. Pensou ir render-se mas Ular aconselhou-o a não fazer.
Entregou o filho ao Padre António por não poder mais.
Como os inimigos atiraram sobre eles, ele estava no meio.
Em 1999: foi ao acantonamento em Uaimori; a família não foi.
Em 1977 encontrou-se com Xavier Amaral na prisão.
Hoje sente-se desolada, arrependida.;
[Tétum: La escola; moris iha Bibileu.
Liurai obriga tama UDT tempu partidu mosu. La hatene kona ba Golpe, Kontra-Golpe.
Invasaun halai ba ai-laran tian 3. lacluta, Natarbora.
Oinsa tun, moris, ba Kraras. Mane deit halo kontaktu ho ai-laran.
Falintil tun ba vila: hatene ne’e mak Kontak Dame.
Loron lima ante Levantamentu 1983 ema hatene.
Oinsa forsa tama. Mane joga bola ona, etc. Tiru sinal, hakfodak. Ular tiru Bapak.
Dadeer Bapak ida sei moris, halai fali.
07 / 09 Bapak sira tama fali, populasaun halai, balu mai fli hafoin loron 5.
Muda ba Lalerek Mutin, haruka servisu. Rona oho ema iha Kraras. Feto mane servisu ketak.
Halai sai ba ai-laran ho lain.
1996 lain siak ho Mau Kiak, baku, monu, mate. Nia atu rende maibe Ular fo morale.
Entrega oan ba Padre Antonio tanba la aguenta.
Oinsa ema tiru ba sira, nia iha klaran.
1999: ba akantonamentu iha Wai Mori; familia la ba.
1977 hasoru ho Xavier Amaral iha dadur fatin.
Agora sente desconhecida, laran moraas.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.081
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Pasta: 08023.076Título: Entrevista a Marito Reis no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte IAssunto: Estudou, fez tropa em1967, colocado em Ossu
Criação dos partidos, ASDT transformada em Fretilin.
Cinco estudantes que chegaram de Portugal, juntamente com o irmão Sahe. Como começaram a ensinar.
Organizações da OPJT, OPMT e UNETIM (estudantes).
O golpe. O contra-golpe. A UDT prendu-o em Palapaço (Díli), viu matarem alguns a tiro.
Campanha de alfabetização, etc.
Contra-golpe. Guia um carro, transportando os presos.
Proclamação da independência. A invasão, fuga para a montanha. Organizando a Base de Apoio, assalto do inimigo.
A Base desmantelada, regresso a vila. O inimigo mandou-o procurar Sahe, não o encontrou. Soube-se que morreu.
Desconfiam dele, transferido para Ataúro.
Regresso a Díli. Entra na rede clandestina, com o coordenador Sabika. Faz parte do problema de Marabia.
O plano do comandante Kilik, para a entrada das Nações Unidas; discutindo a proposta.
A disciplina no mato, acreditando no sagrado.;
[Tétum: Moris no escola, tama tropa 1967, colokadu iha Ossu
Oinsa partidu sira mosu, ASDT muda ba Fretilin.
Estudante nain 5 nebe mai husi Portugal, hamutuk ho aliin Sahe. Oinsa sira komesa hanorin.
Organisasaun OPJT, OPMT, estudante sira iha UNITIM.
Golpe. Tama kontra-golpe. UDT kastigu nia iha Palapasu, haree ema tiru mate neba.
Kampanha alfabetisasaun, etc.
Kontra-golpe. Ker kareta, lori dadur sira.
Proklamasaun independensia. Invasaun, oinsa halai ba foho. Organisa Base de Apoio, oinsa assaltu husi enemigu sira.
Base rahun, tun ba vila. Enemigu haruka nia ba buka Sahe, la hetan. Rona mate.
Deskonfia nia, desterra ba Atauro.
Fila mai Dili. Tama klandestinidade, ho coordenador Sabika. Tama assuntu Marabia.
Oinsa planu Comandante Kilik nian, atu konsege lori Nasoens Unidas mai; diskusaun nebe iha.
Oinsa disiplina iha ai-laran, fiar ba lulik.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
08023.076
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Pasta: 08023.078Título: Entrevista a Piksy Mau no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte IIAssunto: Família de 12 irmãos, os pais agricultores.
Era criança em 1975. Viu ao pára-quedistas descerem. As Falintil fazem covas com armadilhas dentro; para os indonésios, e capturar alguns animais.
Como fogem, andam. O irmão era força de segurança do Fale, ele ia atrás, mas os pais não gostavam e zangavam-se.
Ajuda o professor noensinonomato. Seguiu a escola da OPJT até 1976.
O pai era elemento de segurança, a mãe da OPMT. Roupa e outras coisas.
Foi a Matebian, passando por 16 lugares até lá chegar.
Como era a organização da OPJT, e suas actividades.
Categorias do castigo no mato. Tratamento dos espiões. Disciplina no mato.
Ele visitava muitas localidades para estar a par do que vai acontecendo.
Matebian: viu pessoas mortas nos buracos das rochas. Os aviões revesavam-se no bombardeamento; atirando para os sítios onde havia pessoas. Como se ia buscar a água.
Captura, separando-se do irmão. Foi a Baguia, investigação, salvo-conduto para regressar a Los Palos; encontra o irmão no caminho que lhe dá coragem.
Alimentação na vila. Os TNI chamam-no para se apresentar ao Kodim, mandam-no procurar o irmão.
Vendo capturar o SeraKey.
Encontra o irmão, não quer render-se, organiza fornecimento de alimentos; depois, saíram juntos. Três irmãos no mato.
Como o comandante do batalhão de nome Martinho matava as pessoas.
Os pais foram levados para Ataúro. Encontra de novo o pai em 1994.
Como eram os treinos no mato. Torna-se guarda-costas do Orlando.
Em 1983: fica com Xanana, antes do levantamento. Como era o encontro nessa altura.
Soube que o irmão morreu no assalto, emocionado, perturbado, mas sempre na ordem e disciplinado.
Torna-se guarda-costas de Xanana Gusmão até 1987. Como era a relação com os colegas.
As forças de Miplin e Tonsu, desenvolvimento da clandestina no meio dos indonésios.
Elemento de segurança no encontro de Xanana com D. Martinho em Mehara.
Levantamento e piores consequências. Mulheres e maridos são torturados, contam as mulheres.
Experimentando produção de alimentos, mas a água muito suja, etc.
Gosto pela guerra. Como tem saudades da família. Medicamentos usados, etc.
Um encontro com Xanana, como as forças fazem as perguntas, ex. as armas não são suficientes. Xanana diz ‘pinta as armas apenas nas costas, não se promete as condições. Se querem as condições, entrem na tropa indonésia.’
Xanana foi de novo a zona central. Encontraram-se apenas em 1991, onde fez umas filmagens. As outras Base de Xanana.
Ficam desmoralizados com a captura de Xanana, pensando que a guerra estava perdida.
Torna-se comandante da secção em 1999.;
[Tétum: Familia maun aliin 12, inan aman agrikultor.
Kiik iha 1975. Haree paracaidistas tun. Falintil halo ai-kuat hanesan trampa iha rai kuak; oho indonesia sira, nomos animal balu.
Oinsa halai, lao. Maun kaer frosa seguransa Fale, nia tuir, maibe aman la gosta ne’e, hirus fali.
Ajuda hanorin ho profesor iha ai-laran. Escola OPJT to’o 1976.
Aman hola parte seguransa, inan OPMT. Roupa, etc.
Ba Matebian, liu fatin 16 atu lao to’o neba.
Oinsa OPJT organisa, halao aktividades.
Forma kastigu iha ai-laran. Sistema espiaun nian. Disiplina ai-laran nian.
Nia lao bebeik, hakarak hatene saida mak akontese.
Matebian: haree ema nebe mate iha fatuk kuak. Oinsa aviaun sira seluk troka malu ba bombardeamentu; tiru ba be fatin atu kona ema. Oinsa kuru be neba.
Kaptura, fahe malu ho maun. Ba bagui, investigasaun, surat jalan atu fila ba Los Palos; hasoru maun iha dalan fo koragem.
Hahan iha vila. TNI bolu presenta an iha Kodim, haruka buka maun.
Haree kaer SeraKey.
Hasoru maun, lakohi rende, hahu organisa atu fo hahan; depois, sai hamutuk deit. Maun nain 3 iha ai-laran.
Oinsa comandante batalyon ida Martinho oho ema.
Inan aman sira lori ba Atauro. Hasoru aman fali 1994 deit.
Treinamentu iha ai-laran oinsa. Sai eskortu Orlandu nian.
1983: hela hamutuk ho Xanana, molok levantamentu. Oinsa enkontru sira tempu neba.
Rona maun mate iha assaltu, emosaun, susuar, maibe tuir orden, dsiliplina.
Sai escortu Xanana Gusmao nian to’o 1987. Relasaun ho malu oinsa.
Forsa Miplin no Tonsu sira, hanesan klandestinidade iha Indonesia nia leet.
Sai seguransa ba Xanana nia enkontru ho Dom Martinho iha Mehara.
Levantamentu no konsekuensia nebe aat liu. Feen lain sira hotu, torutrua, feen sira konta.
Kokko produksaun hahan, maibe be arrasca,foer, etc.
Gosta funu. Ionsa hanoin familia. Ai-moruk nebe usa, etc.
Enkontru ida ho Xanana, oinsa forsa sira husu pergunta, ex. Kilat la to’o. Xanana hatete ‘pinta kilat iha kotuk deit, la promete kondisaun. Hakarak kondisaun, tama militar Indonesia nian.’
Xanana ba fali zona central. Hasoru malu fali iha 1991 deit, iha nebe nia hasai filme. Base sira seluk Xanana nian.
Morale tun wainhira kaer Xanana, hanoin lakon funu.
Sai Comandante Seksaun 1999.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
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Pasta: 08023.010Título: Entrevista a Bi Rosa no programa radiofónico Tuba Rai MetinAssunto: Quando se criaram os partidos, segue as campanhas da Fretilin com os pais.
Na invasão fugiu para Kablaki, como os aviões bombardeavam. Estuda na Base de Apoio, aprendendo a escrever na areia, etc.
A base foi destruída, foi vivar para as monhtanhas. Ela combateu os Hansip (força civil pró-indonésia) e as tropas indonésias, foi morta e cortaram-lhe a cabeça.
Como ajudava as Falintil comroupas, medicamentos, etc.
Em 1987 a mãe foi presa, e o irmão foi morto.
As dificuldades e falat de alimentos no mato, elas fogem da operação inimiga, fugiram sem nada levar.
Preparação da festa em 1990 no regresso de Xanana Gusmão. Após a festa ela foi presa, ela rendeu-se parasalvar Xanana. Ela desconfiou da presenaç de novos elementos no grupo.
Na vila, as Falintil desconfia de alguns, ela surge a fazer a ligação com Konis Santana.
Ficou muito balada quando Xanana foi capturdo.
Agora vive: ninguém olha por ela, vive triste e desconsolada. Acha que deviam dar-lhe alguma consideração.;
[Tétum: Tempu partidu mosu, tuir companha Fretilin nian ho inan no aman.
Invaaun, halai to’o Kablaki, oinsa aviaun rega. Escola iha Base de Apoio, aprende hakerek ho rai henek, tetc.
Base rahun, hela tan iha ai-laran. Amana tiru malu ho Hansip no Indonesia sira, mate, sira tesi ninia ulun.
Oinsa ajuda ba Falintil sira, roupa, curativo, etc.
1987 kaer ninia inan, oho maun.
Oinsa susar ho hahan iha ai-laran, operasaun enemigu sira nian, halai sai deit.
Prepara festa iha 1990 ba Xanana Gusmao atu mai. Kaer nia depois festa, nia rende atu bele salva Xanana. Nia deskonfia oin foun balun nebe ba neba.
Iha vila, Falintil balu deskonfia, entaun halo ligasaun ho Konis Santana.
Wainhira kaer Xanana fuan moras.
Moris agora: ema la tau matan, triste, ladun kontente. Hakarak ema rekonyese.];Fundo: Arquivo da Resistência Timorense - USAidTipo Documental: Audio Página(s): 1
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