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Carlos Gil/Fotografias 25 de Abril
Reunimos aqui uma breve selecção de fotografias de Carlos Gil dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974. Gradualmente, disponibilizaremos novas imagens.

Nota biográfica/Institucional
Carlos Augusto Gil nasceu em Mortágua, Viseu, a 19 de Maio de 1937, passando parte da sua vida em Figueira de Castelo Rodrigo. Faleceu em Lisboa, a 1 de Junho de 2001. Fotojornalista com uma carreira de 35 anos, Carlos Gil foi também um viajante e cidadão do mundo, que activamente lutou pela democracia e pela solidariedade entre os povos.
Em Lisboa, Carlos Gil iniciou o curso de Direito nos finais da década de 1950, tendo sido membro activo, enquanto estudante universitário, do Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e participando da formação do Grupo de Teatro Independente Teatro d’Hoje, com sede em Coimbra.
Em 1961, foi chamado para o serviço militar obrigatório, que o levou a Timor. Comandante do Destacamento de Intendência em Díli, foi entre 1963 e 1965 produtor, realizador e apresentador de programas culturais e de informação. Sempre ligado ao Teatro, fundou neste período o Grupo de Teatro Experimental de Timor e colaborou ainda no jornal A Voz de Timor.
Em 1966, regressado à universidade, tornou-se membro da direcção e actor do Grupo Cénico da Faculdade de Direito de Lisboa, participando no Festival Mundial de Teatro Universitário, em Nancy, obtendo uma menção honrosa com a peça “Os Ratos”, de Almeida Faria e Alexandre Oliveira.
Carlos Gil iniciou em 1968 a profissão de jornalista, colaborando como repórter, e mais tarde fotojornalista, no jornal A Capital. Entre 1970 e 1977 trabalhou como repórter na revista Flama. É nesta altura que inicia a colaboração com diversas publicações nacionais e estrangeiras.
Entre 1977 e 1979, actuou como free-lancer, categoria que o Sindicato dos Jornalista viria a reconhecer pela primeira vez.
A partir da década de 1970, Carlos Gil dedicou grande parte da sua actividade jornalística (texto e imagem) a países marcados por conflitos armados e guerras de libertação. Como enviado especial, viria a cobrir acontecimentos em Angola, Moçambique, Sara Ocidental, Curdistão, Líbano, Iraque, Panamá, El Salvador, Cuba, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Líbia, Jordânia, Albânia, China, Argentina, Uruguai, México, Argélia e Marrocos.
Coordenou, a partir de 1980, a secção fotográfica do jornal diário Portugal Hoje e do suplemento semanal Cooperação e, dois anos mais tarde, tornou-se editor-fotográfico da revista semanal Mais dirigida por Carlos Cruz (1982-1985) e, depois, da revista mensal Tempo Livre, do INATEL (1990-2001).
Carlos Gil foi ainda autor de vários livros, neles publicando as suas fotografias e os seus textos, designadamente em “Portugal e os seus Cavalos” (1983), “El Salvador, o caminho dos Guerrilheiros” (1983), “O Comércio de Lisboa” (1989), “Por Caminhos de Santiago” (1990 e reeditado em 2000), “Lisboa em Vôo de Balão” (1998), “Excluídos” (1999) e “Viver Timor em Portuga” (1999). Colaborou ainda em inúmeras outras publicações, como os jornais Diário de Lisboa, O Jornal, Expresso, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Jornal de Letras e na revista Sábado, e em publicações internacionais como o El Pais e o Der Spiegel, participando com trabalhos fotográficos e documentais com a RTP e TSF.
Carlos Gil foi agraciado com prémios como o “Repórter do Ano”, o “Gazeta de Jornalistas”, “Nova Gente” “Ibn Al Haythem”.
Carlos Gil exerceu ainda actividades docentes no CENJOR – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas, colaborando na formação profissional de jornalistas e candidatos a jornalistas.
Em 16 de Junho de 2005, a colecção Carlos Gil foi depositada pela família do fotógrafo na Fundação Mário Soares, tendo vindo a ser tratada, reproduzida e disponibilizada em casacomum.org, com destaque para as imagens que realizou no dia 25 de Abril de 1974 e no período revolucionário que se lhe seguiu.