João Lopes Soares. 1878-1970
A coleção João Lopes Soares reúne documentação relativa ao seu percurso pessoal e profissional, proveniente do Arquivo da Diocese de Leiria, do Arquivo Distrital de Leiria, do Arquivo Histórico Militar e da família, entre esta uma cópia do requerimento dirigido por João Soares ao papa, requerendo a nulidade da sua ordenação, documentos sobre o seu percurso como capelão militar e a sua atividade no Instituto dos Pupilos do Exército, e um conjunto de fotografias de João Soares. Integra ainda documentação relativa ao seu percurso escolar, designadamente um caderno de apontamentos de Geografia Física e Política Mundial, bem como correspondência pessoal.
1902 — 1960
Professor, pedagogo e político.
Formou-se em Teologia no Seminário de Coimbra (1900), iniciando de seguida a sua carreira eclesiástica.
Admitido no Corpo de Capelães Militares (1903), passando por diversos regimentos (1906-1908). Regressa a Lisboa em outubro de 1910, onde foi promovido a tenente-capelão e integrou o Regimento de Infantaria n.º 16.
Membro da Maçonaria com o nome simbólico de Rousseau (1911). Professor do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército (1911).
Governador Civil da Guarda, de Braga e de Santarém (1912-1915).
Vogal do Conselho Superior da Administração Financeira do Estado (1914-1926), e deputado em 1915, 1919, 1922 e 1925. Secretário do Conselho de Ministros do governo da União Sagrada (1917), e chefe de gabinete em vários ministérios.
Durante o Sidonismo, foi exonerado de professor do Instituto dos Pupilos do Exército, e abatido ao quadro efetivo do Exército, exilando-se em Espanha. Foi Ministro das Colónias (1919).
Requereu ao Papa a nulidade da sua ordenação de presbítero (1923), e a Santa Sé desobriga-o das ordens (1927).
Elaborou, juntamente com Elísio Campos, o livro Portugal Nossa Terra – Educação Cívica (1917), e uma série de manuais escolares destinados ao ensino liceal (1922), e o Novo Atlas Escolar Português (1925).
Durante a Ditadura Militar, foi perseguido e deportado para os Açores (1930), de onde se evadiu. Esteve preso no Forte de S. Julião da Barra (1933), em Angra do Heroísmo, e na cadeia do Aljube (1934).
Fundou o Colégio Moderno (1936). Apoiou o Movimento de Unidade Democrática, sendo preso (1947) e julgado no Tribunal Militar Territorial (1948).
7 unidades de instalação
Parcialmente tratado