Domingos Garcia Pulido. 1892-1973
Coleção de imprensa cedida por Garcia Pulido, compreendendo os primeiros 57 números do jornal "Diário da Manhã", publicados em 1931.
1931
Advogado, professor, escritor e político.
Filho de João Martins Pulido, médico-cirurgião e Governador Civil de Beja, e de Maria das Dores Garcia.
Concluiu o bacharelato em Direito na Universidade de Coimbra (1916). Foi advogado e professor de liceu em Beja.
Colaborou nas revistas literárias "Dionísio" e "Rajada", e publicou o livro "Rompendo fogo…" (A Renascença e o Inquérito) (1912) e, dois livros de poesia, "Nos Braços da Cruz" (1914) e "Fogo Sagrado" (1923).
Foi o primeiro diretor do "Diário da Manhã".
Próximo do Integralismo Lusitano e conselheiro de Salazar. Foi deputado pelo círculo de Beja durante a I Legislatura da Assembleia Nacional (1935).
Foi inspetor-geral e diretor dos Serviços Jurisdicionais de Menores no Ministério do Interior, presidente do conselho fiscal da Sacor, administrador da Sociedade Nacional de Tipografia e vice-presidente da direção do Sport Lisboa e Benfica.
O "Diário da Manhã" foi criado a 4 de abril de 1931, sob a direção de Domingos Garcia Pulido, no lugar da antiga redação do jornal republicano "O Mundo", na Rua da Misericórdia. Apesar de ter assumido o papel de órgão oficioso e de doutrinação da União Nacional, no seu primeiro editorial autointitulou-se “jornal republicano”.
Com a consolidação do Estado Novo, o jornal assumiu uma linha progressivamente mais sectária no culto à figura de Salazar, embora apresentando-se como órgão noticioso.
A subida ao poder de Marcelo Caetano e uma certa abertura do regime esvaziaram de sentido a existência do jornal. O seu último número saiu no dia 30 de janeiro de 1971, sendo substituído pelo jornal "Época".
2 unidades de instalação
Integralmente tratado