Francisco Manuel Marcelo Monteiro Curto. 1939-2001
O arquivo de Marcelo Curto reflete a sua vida profissional e política (1957-1999), contendo documentação relativa à oposição ao Estado Novo e à problemática da autogestão na administração das empresas e de organização do trabalho e meios de produção. Inclui um conjunto de documentos sobre a criação do CEAG - Centro de Estudos e Apoio à Autogestão, materiais relacionados com congressos, seminários e mesas redondas, legislação e contactos com diversas empresas efetuados pela Comissão Parlamentar de Trabalho, a qual integrou.
Este arquivo contém ainda uma coleção de recortes de imprensa e periódicos, com incidência nas temáticas do trabalho e movimentos sindicais, documentos reunidos no âmbito da atividade como consultor jurídico de sindicatos e com as empresas, materiais relativos à CGTP e à UGT, documentos políticos do contexto eleitoral, documentação correspondente à atividade parlamentar e cargos ministeriais, materiais do PS e da Esquerda Laboral, e documentos da vereação da Câmara Municipal de Oeiras.
Destaca-se ainda um conjunto de documentos relacionados com a Maçonaria, textos, apontamentos e cadernos de poesia da autoria de Marcelo Curto, além de materiais de apoio à preparação dos livros publicados.
1957 — 1999
Militar, sindicalista e político.
Francisco Manuel Marcelo Monteiro Curto nasceu em Santa Margarida, concelho de Idanha-a-Nova, em 1939.
Foi alferes miliciano em Angola (1961-1963), experiência que relatou no livro "Tu não viste nada em Angola".
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa.
Iniciou o percurso político integrando as listas de candidatos pela Comissão Democrática Eleitoral (1969).
Organizou o III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro (1973). Foi um dos fundadores do Partido Socialista (1973).
Como advogado, foi consultor de vários sindicatos e participou na fundação da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (1970), acabando por sair (1977) devido ao conflito em torno da unicidade sindical. Foi um dos fundadores da União Geral dos Trabalhadores (1977).
Foi deputado (1975-1987), destacando-se como defensor do movimento cooperativo e autogestionário.
Foi secretário de estado do Trabalho no VI Governo Provisório e ministro do Trabalho no I Governo Constitucional, durante o qual esteve envolvido na publicação de diplomas como o do direito à greve, da quotização sindical e do despedimento por justa causa.
Na década de 1980, participou na Esquerda Laboral, tendência integrada no Partido Socialista.
Foi professor universitário e vereador da Câmara Municipal de Oeiras.
Morreu a 2 de fevereiro de 2001.
270 unidades de instalação
Parcialmente tratado