Arnaldo Nogueira de Lemos. 1881-1958; Eduardo Nogueira de Lemos. 1878-1947
Coleção constituída por um conjunto (incompleto) do jornal "O Equador", que se publicou em São Tomé e Príncipe entre 31 de julho de 1926 pelo menos até dezembro de 1927, editado por Hygino J. Assumpção e dirigido por António José Monteiro Filipe e, bem assim, por 189 fotografias e postais relativas à antiga colónia portuguesa, datando também do primeiro quartel do século XX.
1911 (aproximada) — 1938 (aproximada)
Eduardo Nogueira de Lemos seguiu a carreira militar na marinha de guerra portuguesa, acompanhando, enquanto capitão de mar e guerra do Adamastor, a guerra sino-japonesa, assim como a implantação da República (1910).
Abandonou a carreira na Marinha e matriculou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde foi professor (1911-1913). Seguiu depois para São Tomé onde trabalhou com o irmão.
Foi governador-representante em São Tomé e Príncipe (1920-1921) num período marcado pela denúncia das más condições de trabalho nas colónias, as quais tentou mitigar no âmbito da sua atividade clínica e política.
Arnaldo Nogueira de Lemos estudou Medicina na Universidade de Coimbra, onde participou nas questões académicas do "enterro do grau".
Estabeleceu-se em Angola, onde exerceu medicina na Catumbela, contactando o irmão no Lobito quando se deslocava a Lisboa.
Depois da implantação da República, decidiu fixar-se em São Tomé, assumindo a gestão do hospital da Roça Rio do Ouro, a convite do Marquês de Valle Flôr, alargando a prática clínica a várias outras roças da ilha.
Ambos os irmãos se interessaram pelas questões da natureza, mantendo contacto com biólogos de Coimbra, auxiliando na recolha e identificação de novas espécies, tendo sido atribuído o epíteto lemosii a um fungo do cacaueiro. Tentaram promover a sua própria exploração, na Roça Rio Vouga, mas a atividade clínica e médica sobrepôs-se.
1 unidade de instalação
Integralmente tratado