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Aurélio Augusto de Azevedo

Nome do produtor
Aurélio Augusto de Azevedo. 1898-1974

Âmbito e conteúdo
O arquivo reúne documentação produzida por Aurélio Augusto de Azevedo durante a sua comissão militar na Guiné Portuguesa, entre 1921 e 1924. Destaca-se um diário no qual regista as deslocações efetuadas por diversas regiões do território, descrevendo o quotidiano da missão, as populações locais, a administração colonial e as condições encontradas durante o serviço militar.

Datas
1921 — 1924

Nota biográfica
Militar.
Nasceu em Rio Tinto, no Porto, a 29 de março de 1898.
Ainda jovem, assentou praça e ofereceu-se como voluntário para combater em Moçambique (1917). Partiu para a campanha do Niassa a 15 de fevereiro, integrado no grupo de sargentos expedicionários da 30.ª Companhia Indígena da Infantaria. Percorreu Moçambique desde a cidade de Moçambique até ao Zumbo, na Alta Zambézia, atravessando o território da costa à fronteira com a Rodésia do Norte (atual Zâmbia), onde permaneceu até 1920, regressando ao Porto no final da comissão.
Em 1921 voltou a oferecer-se como voluntário, desta vez para a Guiné, onde integrou a Repartição do Gabinete do Governador. Percorreu grande parte do território, de Bolama a Farim e de Bissau a Bafatá, chegando às zonas fronteiriças no contexto das campanhas militares desenvolvidas pela administração colonial.
Regressou a Portugal extremamente doente, com malária, em julho de 1924. Dois anos após o seu regresso a Portugal, assistiu, no Porto, ao movimento militar de 28 de Maio de 1926, liderado por Gomes da Costa, bem como aos movimentos subsequentes de 3 de fevereiro, 27 de julho e 26 de agosto. Ainda em 1926, foi convidado pelo Ministro da Guerra para prestar serviço no Estado-Maior do Exército, em Lisboa.
Chegou a ser indicado para regressar a África em missão especial com o general João de Almeida, o que não se concretizou devido ao início da Segunda Guerra Mundial. Foi promovido a oficial em 1943 e mobilizado para os Açores, onde foi colocado na 1.ª Repartição, em Ponta Delgada, regressando posteriormente a Lisboa (1946).
Permaneceu no Estado-Maior do Exército até à reforma, em 1968.
Foi condecorado com duas medalhas de Comportamento Exemplar, uma medalha da Vitória, uma medalha da Cruz Vermelha Portuguesa, uma medalha por Serviços Distintos, uma medalha de Mérito Militar e duas medalhas da Ordem Militar de Avis (uma com o grau de Cavaleiro em 1952 e outra com o grau de Oficial em 1964). Obteve ainda diversos louvores.
Morreu a 19 de abril de 1974.

Dimensão
1 unidade de instalação

Estado de Tratamento
Integralmente tratado