José de Magalhães Saldanha Gomes Motta. 1932-2002; Isabel Gomes Mota.
O arquivo de José e Isabel Gomes Mota ilustra a atividade política e empresarial de José Gomes Mota, sendo composto por documentos referentes às funções de vice-presidente do Grupo Sacor, delegado em Lisboa do Alto-Comissário de Moçambique, secretário de estado da Cooperação no VI Governo Provisório e diretor da TAP, bem como documentos de trabalho com Melo Antunes. Destacam-se, entre os documentos políticos, o conjunto relacionado com a organização do Congresso Portugal: que futuro?.
Integram ainda o arquivo uma coleção fotográfica, incluindo fotografias relacionadas com o percurso na Marinha e com a atividade política e empresarial, e fotografias familiares e de diversas personalidades; um conjunto de objetos que lhe foram oferecidos; imprensa diversa; materiais gráficos como cartazes e reproduções de arte; cassetes áudio; e diplomas académicos e condecorações.
1937 (aproximada) — 2007 (aproximada)
Militar e político.
José de Magalhães Saldanha Gomes Mota nasceu em Viseu, a 5 de novembro de 1932. Cresceu no seio de uma família republicana. O seu pai, António Gomes Mota, tinha estado preso com Aquilino Ribeiro após a insurreição do Regimento de Pinhel, em 1928, tendo fugido juntos do presídio do Fontelo, em Viseu.
José Gomes Mota estudou em Lisboa, nos Liceus Gil Vicente e Pedro Nunes. Frequentou a Escola Naval (1950), embarcando como Guarda-Marinha no navio Bartolomeu Dias (1955), sob o comando de Sarmento Rodrigues, numa rota que o levou ao Mediterrâneo e à Índia.
Casou com Maria Isabel Junqueiro Sarmento (1957), após ter sido mobilizado para a Índia.
Apoiou a campanha de Humberto Delgado à Presidência da República (1958). Inscreveu-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (1961). Participou nas greves estudantis e conciliou a frequência dos estudos superiores com as saídas para o mar, acabando por se licenciar em 1970.
Durante os anos 1960 comandou navios em Lisboa e em Luanda, e assumiu o comando do Porto de Cascais (1969).
Foi diretor comercial da Tranquilidade, assistente no ISCEF e diretor financeiro do Grupo Pão de Açúcar.
Foi um dos militares do 25 de Abril de 1974, sendo vice-presidente do Grupo Sacor (1974) e delegado, em Lisboa, do Alto-Comissário de Moçambique (1975). Foi secretário de estado da Cooperação no VI Governo Provisório. Participou nas movimentações do Grupo dos Nove.
Foi diretor da TAP, tendo abandonado a administração da companhia aérea em 1984.
Foi diretor das campanhas presidenciais de Mário Soares e membro da comissão política das campanhas de Jorge Sampaio. Foi mandatário do Partido Socialista por Lisboa nas legislativas de 1991, embora só aderisse ao partido em 2000. Organizou o Congresso "Portugal: que futuro?" (1994).
Foi um dos instituidores e vice-presidente da Fundação Mário Soares, e conselheiro de Estado (1986-1996).
Morreu em Lisboa, a 13 de janeiro de 2002.
FMSMB/Manuel Maria Sarmento Rodrigues; FMSMB/Arquivo Mário Soares.
45 unidades de instalação
Não tratado