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Info

Luís Dias Amado

Nome do produtor
Luís Ernâni Dias Amado. 1901-1981

Âmbito e conteúdo
O arquivo de Luís Dias Amado compreende um conjunto de documentos relacionados essencialmente com o seu percurso político. Inclui fotografias; um convite da Cooperativa dos Trabalhadores de Portugal para inauguração da exposição do livro "Cooperativismo", com apresentação de Dias Amado sobre Bento de Jesus Caraça; folhetos de apresentação de cursos da Universidade Popular Portuguesa (1930-1931); cópia de texto datilografado relativo à constituição de uma Comissão de Auxílio a Mário Soares, por ocasião da sua fixação de residência em São Tomé (c. 1968); texto autobiográfico sobre a sua carreira profissional e vida política; folhetos sobre a realização de cursos de Esperanto, promovidos pela Lisbona Esperantista Societo (c. 1914-1917); exemplar do jornal Sempre Fixe de 7 de novembro de 1940 com uma caricatura de Luís Dias Amado; bilhete de assinatura dos Caminhos de Ferro Portugueses (1943); exemplar da publicação Técnica, revista de engenharia dos alunos do Instituto Superior Técnico, abril de 1930, contendo artigo de Dias Amado intitulado Higiene Industrial.

Datas
1914 (aproximada) — 1968 (aproximada)

Nota biográfica
Médico, professor e político.
Luís Ernâni Dias Amado nasceu em Lisboa, a 19 de janeiro de 1901.
Aos 18 anos alistou-se no Batalhão Académico que investiu contra os monárquicos em Monsanto. Fundador e dirigente da Liga da Mocidade Republicana. Licenciou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (1924). Exerceu funções como assistente de Histologia e assistente dos Serviços de Análises Clínicas dos Hospitais Civis de Lisboa, e foi investigador voluntário no IPO de Lisboa.
Aderiu à Aliança Republicana e Socialista (1931). Envolveu-se na revolta de 26 de agosto de 1931. Foi preso na Cadeia do Aljube (1932). Participou na Liga Contra a Guerra e o Fascismo (1934). Um dos fundadores da União Socialista, e membro do Movimento de Unidade Nacional Antifascista e do Movimento de Unidade Democrática. Após ser demitido da Universidade (1947), dedicou-se ao laboratório particular de análises clínicas, e à publicação de trabalhos de especialidade e obras de divulgação, designadamente na “Biblioteca Cosmos”. Integrou o Directório Democrato-Social. Foi novamente preso por participar na campanha de Norton de Matos (1948).
Integrou a comissão central da candidatura de Humberto Delgado (1958). Foi presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem (1960). Foi um dos signatários do “Programa para a Democratização da República”, sendo novamente preso pela PIDE (1961), e julgado dois anos depois, acusado de pertencer às Juntas de Acção Patriótica. Um dos fundadores da Acção Socialista Portuguesa (1964). Iniciado na Loja Madrugada (1928), foi presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano (1957-1974) e seu grão-mestre (1975-1981).
Foi reintegrado na Faculdade de Medicina como professor catedrático (1975).
Morreu em Lisboa, a 22 de janeiro de 1981.

Documentação relacionada
Recursos externos: Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT - arquivo de Luís Dias Amado.

Dimensão
3 unidades de instalação

Estado de Tratamento
Parcialmente tratado