Carlos de Jesus Vilhena. 1888-1988
O arquivo é constituído por diversos jornais, recortes e publicações periódicas, correspondência, apontamentos e documentos contabilísticos. Relativamente ao conjunto de jornais e recortes destaca-se a existência de imprensa de exílio, comunista e republicana.
1900 — 1999
Militar e dirigente partidário.
Nasceu na freguesia de Abela, Santiago do Cacém. Oficial do Exército, integrou a Guarda de Honra de D. Carlos, aderindo posteriormente ao movimento republicano. Fez parte do Corpo Expedicionário Português durante a I Guerra Mundial. Participou no golpe militar de 28 de Maio (1926), integrando o Comité Revolucionário de Lisboa, presidido por Mendes Cabeçadas, e depois a Junta de Salvação Pública, tendo sido responsável pelo comando da força militar que encerrou o Parlamento a 31 de maio.
Afastou-se posteriormente das forças político-militares ligadas à Ditadura, juntando-se à oposição ao Estado Novo. Participou no reviralhismo e em conspirações com vista ao derrube do governo. Foi um dos fundadores do Partido Trabalhista (1945) e fez parte da Comissão Central da Candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República (1958). Em consequência da sua atividade oposicionista, esteve preso numerosas vezes, chegando a ser deportado para os Açores (1939). Fundou a Organização Republicana (1963) e participou na Liga dos Direitos do Homem e no Tribunal Cívico Humberto Delgado. Esteve exilado em Argel, onde colaborou nas emissões da Rádio Voz da Liberdade.
Após o 25 de Abril de 1974, foi-lhe reconhecido o posto de coronel e foi condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade, em 30 de junho de 1980.
Carlos Vilhena morreu em 1988.
Fundo de Carlos Vilhena no Arquivo Municipal de Santiago do Cacém: documentação relativa à vida pessoal e atividades desenvolvidas, depositada pela Junta de Freguesia de Abela.
35 unidades de instalação
Não tratado