Manuel dos Reis da Silva Buíça. 1883-1908; Aquilino Ribeiro Machado. 1930-2012
Documento original do testamento escrito por Manuel Buíça com o título "Apontamentos indispensáveis se eu morrer", redigido em 28 de janeiro de 1908, nas vésperas do regicídio, ocorrido a 1 de fevereiro seguinte, de que foram vítimas o rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe.
1908
Aquilino Ribeiro Machado. Engenheiro e político.
Nasceu em Paris durante o exílio do seu pai, o escritor Aquilino Ribeiro, envolvido na revolta militar de Pinhel contra a Ditadura Militar em 1928. A sua mãe, Jerónima Dantas Machado, era filha de Bernardino Machado, antigo Presidente da República.
Formou-se em engenharia e desempenhou um papel relevante na vida política. Foi deputado à Assembleia da República na I e II legislaturas pelo círculo de Lisboa e presidiu à Câmara Municipal de Lisboa (1977-1980), tendo sido o seu 60.º presidente e o primeiro eleito democraticamente após o 25 de Abril de 1974.
Morreu a 7 de outubro de 2012.
Manuel dos Reis da Silva Buíça. Filho do abade de Vinhais, nasceu em Bouçais, no concelho de Valpaços.
Fez o serviço militar, como sargento, e foi instrutor na carreira de tiro de Bragança.
Foi professor de ensino primário no Colégio Nacional, propriedade da família Ary dos Santos.
Frequentou o Café Gelo, no Rossio, onde se encontrava com Alfredo Costa e Aquilino Ribeiro, a quem legou o testamento, que redigiu no dia 28 de janeiro de 1908, o mesmo dia em que o levantamento republicano em Lisboa, conhecido como Conspiração do Elevador, foi abortado.
No dia 1 de fevereiro de 1908, atirou sobre o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, no Terreiro do Paço.
Arquivos FMSMB: Bernardino Machado; Afonso Costa.
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