António Gato Pinto. 1902-1973
Arquivo referente à atividade política, sindical e intelectual de António Gato Pinto, com especial destaque para o seu envolvimento na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934 e para os anos de prisão que se seguiram.
Contém ainda reflexões e notas de leitura sobre autores que influenciaram a sua formação cultural e política.
1923 (aproximada) — 1969 (aproximada)
Militar e sindicalista.
António Gato Pinto nasceu na Vila de Moura, a 2 de setembro de 1902. Filho de José Maria Gato e de Maria Vitória Pinto.
Casou com Antónia Pires Branco em 27 de abril de 1927.
Alistou-se no Exército em julho de 1922, passando a servir no 3.º Batalhão do Regimento de Infantaria n.º 17 no início do ano seguinte. No início de 1923 foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 17 e, em 1924, ingressou na Guarda Nacional Republicana. Em 1932 foi transferido para o Regimento de Infantaria n.º 11, mas recusou intervir contra uma greve de trabalhadores e foi dispensado do serviço militar.
Fixou-se no Barreiro, onde trabalhou nos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste e aderiu ao sindicato ferroviário. Participou na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Foi julgado e condenado a 10 anos de degredo, pena que viria a ser amplamente ultrapassada. Foi preso no Depósito de Presos de Angra do Heroísmo em setembro de 1934 e transferido para a Colónia Penal do Tarrafal em outubro de 1936. Permaneceu aí durante cerca de 13 anos. Regressou a Lisboa em novembro de 1949, em liberdade condicional, sendo libertado definitivamente em 1954. Faleceu em Lisboa em 13 de fevereiro de 1973.
Arquivo Nacional Torre do Tombo: Processo da PIDE de António Gato Pinto.
4 unidades de instalação
Integralmente tratado