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Rodrigo José Rodrigues

Nome do produtor
Rodrigo José Rodrigues. 1879-1963

Âmbito e conteúdo
O arquivo de Rodrigo José Rodrigues é constituído por documentos relativos à sua carreira profissional e percurso político, em Portugal e nas colónias (particularmente na Índia e em Macau). Inclui manuscritos literários, filosóficos, históricos e políticos de Rodrigo José Rodrigues, alguns dos quais autobiográficos, e projetos para livros, que permaneceram inéditos, ou que foram parcialmente publicados na imprensa.
Salienta-se um conjunto de correspondência do período em que foi ministro do Interior (1913-1914), relacionada com o inquérito ordenado à propaganda sindicalista e movimento grevista em várias regiões do país, assim como informações de várias entidades acerca de movimentos conspirativos, monárquicos e de grupos republicanos que se opunham ao governo do Partido Democrático.
O arquivo compreende dois conjuntos de manuscritos de Rodrigo José Rodrigues: "Farrapos de Memória", descrevendo episódios e figuras históricas da República e da Ditadura Militar, como a organização Formiga Branca, e a participação de Portugal na I Guerra; e "Uma Época", sobre a génese do movimento de 28 de Maio de 1926, incluindo documentos coligidos para a preparação do livro, como correspondência de Gomes da Costa para Rodrigo José Rodrigues.
A documentação reunida pelo seu genro Fernando Rau é composta por notas biográficas de Rodrigo José Rodrigues, recortes de imprensa e correspondência alusiva ao falecimento.

Datas
1894 — 2004

Nota biográfica
Militar, médico e político.
Rodrigo José Rodrigues nasceu em Britelo, Celorico de Basto, a 28 de setembro de 1879. Filho de Daniel José Rodrigues e de Maria Elisa da Cunha Rodrigues.
Concluído o curso liceal em Lamego, ingressou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde concluiu o bacharelato em Medicina (1902).
Filiou-se no Partido Republicano Português e foi membro da Liga Académica Republicana.
Foi oficial do Exército e médico militar, prestando serviço em Cabo Verde (1903) e na Índia (1904-1910).
Foi reitor do Liceu de Goa e professor da Escola Médica local, e dirigiu o Instituto de Análises e Vacinas (1906-1908).
Após a implantação da República, foi diretor da Penitenciária de Lisboa, vogal do Conselho Colonial (1912-1919), e inspetor das Escolas Primárias Superiores.
Governador civil de Aveiro e do Porto (1911), deputado pelo círculo do Porto (1913), e ministro do Interior (1913-1914). Foi deputado pelos círculos de Faro (1915), Lisboa Ocidental (1921) e Lisboa Oriental (1922).
Foi preso na sequência do golpe de Estado que levou ao poder Sidónio Pais (1918). Após o sidonismo, foi diretor geral das prisões (1919).
Foi professor de Higiene e Médico Escolar da Escola Primária Superior de Amarante.
Foi governador de Macau (1922-1924), e delegado de Portugal na Conferência do Ópio de Genebra (1924).
Foi secretário da delegação portuguesa à Sociedade das Nações (1925-1927), em Genebra.
Foi colocado como chefe da 2ª Repartição da Direcção Geral de Belas Artes, sendo demitido das funções públicas em 1928.
Autor de diversas obras, publicou os episódios das suas memórias no jornal "República", durante os anos de 1950.
Morreu em Oliveira de Azeméis, a 19 de janeiro de 1963.

Dimensão
12 unidades de instalação

Estado de Tratamento
Integralmente tratado