Vítor José Cabrita Neto. 1943-
O arquivo de Vítor Cabrita Neto reflete a sua atividade na oposição ao Estado Novo, incluindo documentação do exílio (Argélia, Marrocos e Itália, França e Bélgica), correspondência e documentos da Frente Patriótica de Libertação Nacional e do Comité Italiano para a Liberdade de Portugal e Colónias, documentos alusivos aos movimentos de libertação coloniais, em especial de Angola e do Movimento Popular de Libertação de Angola.
1964 — 1974
Empresário e político.
Filho de Teófilo Fontainhas Neto. Fez os estudos liceais em Faro (1953). Ingressou no Instituto Superior Técnico (1961), onde participou na crise académica de 1962, sendo preso pela PIDE e forçado a abandonar a universidade. Exilou-se em Itália, onde se matriculou na Universidade de Génova, e continuou a oposição à ditadura. Juntou-se às organizações políticas portuguesas emigradas na Itália e colaborou com outros emigrados em França, Suíça e Argel na denúncia da política repressiva do regime.
Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Foi membro do Partido Comunista Português.
Assumiu a direção das empresas fundadas pelo pai (1989), ligadas à distribuição alimentar, as quais modernizou e diversificou, expandindo os negócios aos setores imobiliário, de turismo e restauração.
Foi Secretário de Estado do Turismo nos XIII e XIV Governos Constitucionais (1997-2002).
Foi deputado pelo Partido Socialista na IX Legislatura, pelo círculo eleitoral de Faro, e membro da Comissão de Economia e Finanças e da Comissão de Execução Orçamental.
Presidente da NERA - Associação Empresarial da Região do Algarve e da Comissão Organizadora da Bolsa de Turismo de Lisboa, vogal da Confederação Empresarial de Portugal e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa. Cônsul honorário de Itália em Faro.
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