Francisco Ramos da Costa. 1913-1982
O arquivo de Francisco Ramos da Costa contém correspondência trocada no âmbito das atividades da oposição ao Estado Novo, designadamente com Fernando Piteira Santos, Mário Soares e Humberto Delgado, e correspondência com elementos dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, de organizações internacionais socialistas e da Confederação Internacional dos Sindicatos Livres.
1960 — 1979
Político e embaixador.
Francisco Ramos da Costa nasceu em 1913.
Oriundo de uma família de trabalhadores rurais de Alfarelos, foi trabalhar para Lisboa aos 11 anos como moço de recados.Frequentou o Instituto Comercial e licenciou-se em Ciências Económico-Financeiras.
Durante os anos 1930, participou na criação e foi membro da comissão nacional da Frente Popular e da comissão de organização e do Comité Central do Partido Comunista Português. Integrou o Grupo de Amigos do jornal republicano Liberdade (1935). Na década de 1940, foi membro da comissão executiva do MUNAF e da comissão consultiva e de economistas do MUD. Foi preso por diversas vezes (1935, 1947, 1948, 1949). Foi suspenso do PCP (1951). Criou, juntamente com Mário Soares, Piteira Santos e outros companheiros, a Resistência Republicana (1953). Apoiou Arlindo Vicente e depois Humberto Delgado nas eleições para a Presidência da República (1958). Participou na Conspiração da Sé (1959) e no golpe militar de Beja, após o qual fugiu para Paris (1962).
Foi um dos responsáveis da Frente Patriótica de Libertação Nacional, na qualidade de representante da Resistência Republicana, participando nas conferências da FPLN de Roma (1962), Praga (1963) e Argel (1964).
Envolveu-se na reorganização do movimento socialista em Portugal a partir do exílio, em ligação com o movimento socialista e social-democrata internacional, intermediando os contactos com Willy Brandt e Olof Palme.
Foi um dos fundadores da Acção Socialista Portuguesa (1964) e do Partido Socialista (1973), e responsável pela filiação da ASP na Internacional Socialista. Manteve relações com a Confederação Internacional dos Sindicatos Livres. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Foi embaixador de Portugal na Dinamarca.
Morreu em 1982.
Arquivos FMSMB: Mário Soares.
10 unidades de instalação
Integralmente tratado