Liberto de Fonseca Ribeiro Cruz. 1935-2025
O arquivo de Liberto Cruz é constituído pelo relatório apresentado por José Neves sobre o Arquivo Histórico do Partido Socialista (1983), e por um conjunto de documentos da Société de Diffusion de la Culture Portugaise et Brésilienne - "Lusex".
1973 — 1983
Professor, tradutor, poeta e ensaísta
Liberto de Fonseca Ribeiro Cruz nasceu em Sintra, em 1935.
Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa (1959). Foi professor no Liceu Nuno Álvares, em Castelo Branco (1959-1962), e no Liceu Gil Vicente, em Lisboa (1964-1967), tendo sido mobilizado para Angola (1962-1964).
Lecionou Literatura Portuguesa na Universidade de Alta Bretanha, em Rennes (1967-1968), onde criou a cadeira de Literatura Angolana, sendo responsável pela introdução dos estudos de literatura africana de expressão portuguesa naquele país. Dirigiu o curso de Literatura Angolana na Universidade de Vincennes (1971-1973).
Foi fundador do Partido Socialista, tendo participado no congresso de Bad Münstereifel.
Foi conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Paris (1975-1988), diretor dos Serviços de Educação, Ciência e Filantropia da Fundação Oriente (1988-1996), vice-presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores (1989-1991), membro da direção da Sociedade Nacional de Belas Artes (1995-1997), coordenador da Cultura da Comissão Nacional da Unesco (1996-1999), responsável pela gestão cultural do Convento da Arrábida e pela Comissão Instaladora do Museu do Oriente (1996-2000).
Fundador da revista literária “Sibila” (1961), tradutor de Samuel Beckett, Blaise Cendrars, Jean Husson, Robert Pinget, Le Clézio, Duras e Sade. Dirigiu a coleção “Poesia e Ensaio da Ulisseia” (1964-1966) e colaborou na rubrica de crítica literária do “Jornal de Letras e Artes” (1965-1966), e nas revistas “Poesia Experimental” (1964-1966), “Hidra” (1966-1969) e “Colóquio-Letras” (1961-2021).
Publicou um conjunto de obras poéticas, entre as quais “Momento” (1956), “A Tua Palavra” (1958), “Névoa ou Sintaxe” (1959), “Itinerário” (1962), “Gramática Histórica” (1971), sob o pseudónimo de Álvaro Neto, “Distância” (1976), “Caderno de Encargos” (1994), e “Última Colheita” (2022).
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