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Carlos Gil

Nome do produtor
Carlos Augusto Gil. 1937-2001

Âmbito e conteúdo
O arquivo documenta a atividade profissional de Carlos Gil enquanto fotojornalista, reunindo sobretudo documentação fotográfica produzida entre as décadas de 1960 e 2000
É constituído por uma extensa coleção de diapositivos, negativos a preto e branco e a cores, provas de contacto e provas em papel, que documentam acontecimentos políticos, conflitos armados, processos de independência, transformações sociais e culturais e reportagens realizadas em Portugal e em diversos países de África, da América Latina, do Médio Oriente e da Ásia
Integra igualmente documentação pessoal e profissional, incluindo cadernos de reportagem, cartões de identificação, equipamento fotográfico, documentação relativa a exposições e volumes encadernados com artigos publicados na revista "Flama" e "A Capital".

Datas
1964 (aproximada) — 2000 (aproximada)

Nota biográfica
Jornalista e fotojornalista.
Carlos Augusto Gil nasceu em Mortágua, Viseu, a 19 de maio de 1937, passando parte da sua vida em Figueira de Castelo Rodrigo.
Em Lisboa, iniciou o curso de Direito nos finais da década de 1950, tendo sido membro ativo, enquanto estudante universitário, do Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e participando da formação do Grupo de Teatro Independente Teatro d’Hoje, com sede em Coimbra.
Em 1961, foi chamado para o serviço militar obrigatório, que o levou a Timor. Comandante do Destacamento de Intendência em Díli, foi entre 1963 e 1965 produtor, realizador e apresentador de programas culturais e de informação. Sempre ligado ao teatro, fundou neste período o Grupo de Teatro Experimental de Timor e colaborou ainda no jornal “A Voz de Timor”.
Em 1966, regressado à universidade, tornou-se membro da direção e ator do Grupo Cénico da Faculdade de Direito de Lisboa, participando no Festival Mundial de Teatro Universitário, em Nancy, obtendo uma menção honrosa com a peça “Os Ratos”, de Almeida Faria e Alexandre Oliveira.
Carlos Gil iniciou em 1968 a profissão de jornalista, colaborando como repórter, e mais tarde fotojornalista, no jornal “A Capital”. Entre 1970 e 1977 trabalhou como repórter na revista “Flama”. É nesta altura que inicia a colaboração com diversas publicações nacionais e estrangeiras. Entre 1977 e 1979, atuou como freelancer, categoria que o Sindicato dos Jornalistas viria a reconhecer pela primeira vez. A partir da década de 1970, Carlos Gil dedicou grande parte da sua atividade jornalística a países marcados por conflitos armados e guerras de libertação.
Como enviado especial, viria a cobrir acontecimentos em Angola, Moçambique, Sara Ocidental, Curdistão, Líbano, Iraque, Panamá, El Salvador, Cuba, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Líbia, Jordânia, Albânia, China, Argentina, Uruguai, México, Argélia e Marrocos. Coordenou, a partir de 1980, a secção fotográfica do jornal diário “Portugal Hoje” e do suplemento semanal “Cooperação” e, dois anos mais tarde, tornou-se editor-fotográfico da revista semanal “Mais” dirigida por Carlos Cruz (1982-1985) e, depois, da revista mensal “Tempo Livre”, do INATEL (1990-2001).
Foi autor de vários livros, neles publicando as suas fotografias e textos, designadamente em “Portugal e os seus Cavalos” (1983), “El Salvador, o caminho dos Guerrilheiros” (1983), “O Comércio de Lisboa” (1989), “Por Caminhos de Santiago” (1990 e reeditado em 2000), “Lisboa em Voo de Balão” (1998), “Excluídos” (1999) e “Viver Timor em Portugal” (1999). Colaborou ainda noutras publicações, como os jornais “Diário de Lisboa”, “O Jornal”, “Expresso”, “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “Jornal de Letras” e na revista “Sábado”, e em publicações internacionais como o “El País” e o “Der Spiegel”, participando com trabalhos fotográficos e documentais com a RTP e TSF.
Carlos Gil foi agraciado com prémios como o “Repórter do Ano”, o “Gazeta de Jornalistas”, “Nova Gente” “Ibn Al Haythem”. Exerceu ainda atividades docentes no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR), colaborando na formação profissional de jornalistas e candidatos a jornalistas.
Morreu em Lisboa, a 1 de junho de 2001.

Documentação relacionada
Arquivos FMSMB: Alfredo Cunha, Inácio Ludgero e Mário Varela Gomes: coleção de fotografias do 25 de Abril de 1974.
Recursos externos: Registo de autoridade de Carlos Gil no Arquivo Municipal de Lisboa: https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWeb/Result.aspx?id=4838&type=Autoridade. Coleção de fotografias de Carlos Gil: https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWeb/Result.aspx?id=197648&type=PCD

Dimensão
130 unidades de instalação

Estado de Tratamento
Parcialmente tratado