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10 anos em Timor-Leste
2012-09-01 [data de publicação original]
Mais de 10 anos de trabalho na salvaguarda e disponibilização dos fundos documentais do Arquivo da Resistência Timorense.

A inauguração do Arquivo & Museu da Resistência Timorense (AMRT) no dia 20 de Maio de 2012 é resultado de um longo processo de salvaguarda da Memória da Heróica Resistência do Povo Timorense, iniciado a solicitação das autoridades timorenses, em finais de 2001, pela Fundação Mário Sores, que contou com a inestimável colaboração do Prof. Doutor José Mattoso.
Esse trabalho consistiu na recolha e tratamento da documentação disponibilizada pelas populações e quadros da Resistência, criando-se assim o Arquivo da Resistência Timorense, em suporte digital, cujo desenvolvimento ainda decorre por via da incorporação de sucessivos fundos documentais e sendo certo que permanece por fazer um longo trabalho de recolha e tratamento de outros fundos.
O projecto de constituição do AMRT resultou do empenho do então Presidente da República, Kay Rala Xanana Gusmão, que sublinhou a importância da instalação, na sequência do trabalho realizado, de um espaço especialmente vocacionado para a preservação e divulgação da Memória da Resistência – o que se tornou possível em 2005 com a utilização parcial do edifício do antigo tribunal colonial de Dili, na sequência da opção de realização nesse local da exposição “A nossa vitória é apenas questão de tempo”, organizada pela Fundação Mário Soares em Maio de 2002, no âmbito das comemorações da Restauração da Independência de Timor-Leste.
Após a oportuna definição do programa de instalação do AMRT e das suas condicionantes e fases, foram elaborados pela Arqta. Tania Correia projectos de arquitectura que recolheram aprovação consensual.
Entretanto, S. Exa. o Primeiro-Ministro designou a Comissão Instaladora, do AMRT, composta pelo então Secretário de Estado da Cultura, Virgílio Smith, pelo Director do AMRT, Antoninho Baptista Alves (Hamar), por Alfredo Caldeira, Fundação Mário Soares, e por Tania Correia, autora do projecto de arquitectura.
Posteriormente, foi possível definir a intervenção no edifício, em termos que possibilitassem a sua integral reabilitação e alargamento.