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Aurélio Augusto de Azevedo
O fundo de Aurélio Augusto de Azevedo foi depositado na Fundação Mário Soares por sua filha, Maria Laura Azevedo Pereira, em Janeiro de 2012, para reprodução digital e divulgação. Diz respeito ao período em que este passou na então Guiné Portuguesa, como militar. Salienta-se um diário com um registo profundamente humanista, em que Aurélio Augusto de Azevedo regista a visita à quase totalidade do território, ilustrando nas suas páginas impressões do seu dia-a-dia passado numa colónia, à data, em estado de organização bastante incipiente.

Nota biográfica/Institucional
Nasce a 29 de março de 1898, Rio Tinto – Porto.
Com apenas 17 anos assenta praça como voluntário e em 1917, sem os 18 anos feitos, oferece-se como voluntário para combater em Moçambique. Parte para a campanha do Niassa a 15 de fevereiro, integrado no grupo de sargentos expedicionários da 30.ª Companhia Indígena da Infantaria.
Atravessa Moçambique desde a cidade de Moçambique a Zumbo na Alta Zambézia, umas vezes de barco, outras a pé, desde a costa até à fronteira com a Rodésia do Norte (actual Zâmbia), onde tinha sido colocado. Permanece aí até 1920, regressando ao Porto quando termina a comissão.
Em 1921, volta a oferecer-se como voluntário, mas desta vez vai para a Guiné, onde desempenha diversos cargos, entre eles na Repartição do Gabinete do Governador. Atravessa o país diversas vezes, desde Bolama a Farim, de Bissau a Bafatá, chegando às zonas fronteiriças numa tentativa para apaziguar alguns régulos que, instigados pelos franceses, se tinham revoltado.
Regressa a Portugal extremamente doente, com malária, em julho de 1924.
Já no Porto assiste ao movimento do 28 de maio, chefiado pelo Marechal Gomes da Costa, ao qual se seguiram outros como o de 3 de fevereiro, o de 27 de julho e o de 26 de agosto.
Em 1926 é convidado pelo Ministro da Guerra para prestar serviço no Estado-Maior do Exército em Lisboa.
Durante 1938 esteve por diversas vezes, para regressar a África, em missão especial com o heróico General João de Almeida, tendo a II Guerra Mundial gorado a partida. Ao ser promovido a oficial, em setembro de 1943 volta a ser mobilizado para os Açores e por indicação do chefe do Estado Maior, coronel Aires de Abreu é colocado em Ponta Delgada, na 1ª Repartição, onde desempenha diversas funções, incluindo o de oficial de cifra. Regressa a Lisboa em 1946.
Permanece no Estado-Maior do Exército até se reformar, em 1968.
Foi condecorado com 2 medalhas de Comportamento Exemplar, 1 da Vitória, 1 da Cruz Vermelha Portuguesa, 1 por Serviços Distintos, 1 de Mérito Militar e 2 da Ordem Militar de Avis (uma com o grau de Cavaleiro em 1952 e outra com o grau de Oficial em 1964). Obteve ainda diversos louvores.
Faleceu a 19 de abril de 1974.

Dimensão
Um dossier A5 com 205 páginas, uma brochura A5 com 32 páginas e uma fotografia tipo passe.

Estado de Tratamento
Totalmente digitalizado.